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Portador de necessidades especiais é a esperança de ouro no Mundial de Jiu-Jitsu

Diego Rodrigues que nasceu com má formação congênita das pernas é tricampeão amazonense e pretende sair com uma dourada da terra da garoa 17/07/2012 às 10:41
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Diego Rodrigues, atleta de Jiu-Jitsu sabe tirar vantagem onde muitos vêem dificuldade
Nathália Silveira Manaus

Faltam poucos dias para os amazonenses mostrarem toda a sua força no tatame. Isso porque, 245 atletas vão desembarcar em São Paulo, nesta semana, para o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu Esportivo. O evento, considerado uma vitrine dos melhores atletas da modalidade, terá início na quinta-feira e se encerra no próximo domingo (22). Um dos estreantes na competição é Diego Rodrigues. O atleta que nasceu com má formação congênita das pernas, é tricampeão amazonense e pretende sair com uma dourada da terra da garoa.

“Ter nascido com deficiência nunca foi um obstáculo para eu começar e continuar no esporte. Luto normalmente e tenho até privilégios na modalidade, pois consigo entrar muito bem na hora dos golpes”, considerou o lutador, ao garantir que está investindo nos treinos para a competição. “Passo cinco horas dentro da academia, sempre visando muito à parte técnica e física. É a minha primeira vez no Mundial e para um evento tão disputado, não se pode dar mole”, ressaltou o amazonense peso pena (70 quilos).

Ansioso para as disputas, mas principalmente nervoso por ter que enfrentar quase quatro horas de voo, o faixa azul afirma que seus principais adversários não estão fora da terrinha baré. Pelo contrário, os oponentes mais fortes estão saindo do Amazonas. “Estou sabendo que na minha categoria estão confirmados 51 atletas. Mas é difícil encontrar lutadores mais preparados e com técnica do que os amazonenses. Meus principais adversários estão saindo daqui, principalmente da Brazilian Top Team (BTT, localizada Zona Centro-Sul)”, comentou o atleta, ao afirmar que sua especialidade é finalizar o adversário.

Quem também embarca para representar o Estado é Márcio Pontes. Mas, desta vez, não como atleta. Convidado há anos pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE), ele segue como árbitro e quer mostrar todo seu conhecimento “naquela terra fria”, como ele mesmo define. Segundo Márcio, ser árbitro é mais complicado do que ser atleta.

“Quando você vai como atleta tem uma rotina de treino e competição mais fácil de domar. Mas, quando trabalha na arbitragem você tem a difícil missão de avaliar, ser imparcial e saber lidar com a chateação daquele lutador derrotado que não concorda com você”, diz  Márcio, que é diretor de arbitragem em Manaus e comanda 13 deles. “Árbitro também é muito xingado, e isso se estende a nossas mães”, brinca ele.