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Prata do vôlei masculino sinaliza o fim de uma geração do Brasil

Rodrigão, Ricardinho e Giba são tidos como nomes fora da seleção em 2016. Rodrigão, ao final da partida, praticamente anunciou sua aposentadoria do vôlei de quadra 13/08/2012 às 09:08
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Leandro Prazeres Londres

A medalha de prata do vôlei masculino brasileiro lança luz sobre o esgotamento da geração mais vitoriosa da história desse esporte. Sob o comando de Bernardinho, a seleção masculina de vôlei conquistou três campeonatos mundiais, dois pan-americanos e sete títulos da Liga Mundial. Mas alguns integrantes dessa geração vitoriosa já dão mostras de que não seguirão na seleção nos próximos anos.

Rodrigão, Ricardinho e Giba são tidos como nomes fora da seleção em 2016. Rodrigão, ao final da partida, praticamente anunciou sua aposentadoria do vôlei de quadra.

“Gostaria de encontrar um patrocinador e, quem sabe, fazer como o Kiraly (norte-americano Karch Kiraly), que foi campeão olímpico na quadra e no vôlei de areia, mas não sei vou conseguir”, disse.

Cartas fora

Giba não falou sobre o assunto após a partida, mas meses antes das Olímpiadas de Londres, havia anunciado que se aposentaria da seleção após os jogos.

Ricardinho, que era carta praticamente fora do baralho de Bernardinho, por conta de desentendimentos com o técnico, voltou à seleção em Londres, mas não deverá seguir no grupo por conta da idade.

Dante, que jogou as Olimpíadas de 2000, 2004, 2008 e 2012 ainda diz ainda não saber o que vai acontecer em seu futuro, mas não descarta deixar a seleção nacional. “Não sei ao certo. Prometi à minha família que eu iria tirar um tempinho para mim após as Olimpíadas. Vou aproveitar e ver como está meu joelho. Não sei ainda. Em 2016 é no Rio de Janeiro, seria muito bom, mas não sei se vai dar”, disse o jogador da equipe, ainda com destino indefinido para os próximos Jogos.

Técnico fica ou não?

 A própria permanência de Bernardinho a frente do comando da seleção ainda não está certo, segundo ele próprio. “Vocês perguntaram pro Ary (Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei)?”, desconversou, sobre sua continuidade no comando da seleção.

Se vai continuar ou não, Bernardinho disse que a partir de 2013, ele não vai mais acumular dois postos de comando. Além da seleção brasileira, ele também é o técnico do Unilever, time de São Paulo que disputa a Superliga feminina. “Acredito que para um processo tão importante (Olimpíadas do Rio), o técnico tem que ser exclusivo. Uma coisa é certa, se por ventura eu for convidado a continuar, após a próxima temporada não vou continuar com as duas frentes”, disse o técnico.

Bernardinho, porém, não acredita que o Brasil vá sofrer para repor suas principais referências e já cita, inclusive, alguns possíveis líderes da nova geração. “Eu vejo o Bruno e Murilo com esse perfil de liderança, até mesmo pelo que eles já fazem em seus clubes”, disse o técnico.