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entrevista Edson Bessa

Prefeito de Manacapuru quer resgatar dignidade do interior

O prefeito de Manacapuru, Edson Bessa, protagonizou uma das mais acirradas disputas eleitorais do interior do Amazonas 07/01/2012 às 12:05
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Prefeito de Manacapuru, Edson Bessa
Jornal A Crítica Manaus

 Cassado por abuso do poder econômico há 20 meses pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Edson Bessa (PMDB) assumiu novamente à Prefeitura de Manacapuru há cinco dias. O prefeito recebeu A CRÍTICA no seu gabinete, nessa sexta-feira(6). Na entrevista, o prefeito falou sobre os projetos que tem para a cidade, e disse que vai conseguir provar à Justiça que não interferiu ilegalmente nos resultados das eleições de 2008. A seguir trechos da entrevista.

O que o senhor fez nesses dias como prefeito?

 Nós estamos numa fase de transição. O que temos até agora são relatórios parciais. Mas já tenho informações que há atrasos de pagamentos de trabalhadores, como garis e pessoas que fazem o transporte escolar.

A administração anterior lhe passou todos os documentos necessários para executar esse trabalho?

Li a entrevista do vice-prefeito (de Ângelus Figueira, Messias Furtado, publicada em A CRÍTICA, na edição do dia 5 último) dizendo que entregou todos os documentos, coisa que eles não receberam da minha parte quando fui cassado. Pelo relatório que eu recebi da comissão de transição, não tem documento. Apenas relação de imóveis da Prefeitura. Mas espero com prudência a conclusão do trabalho.

Quais os desafios do Município de Manacapuru?

Resgatarmos a dignidade do interior é um deles. Na Zona Rural do nosso município, os produtores deixaram de ter apoio. Outro é superar a falta de energia, até hoje enfrentamos racionamento. E garantir a extensão dos incentivos fiscais da Zona Franca para a cidade.

 O senhor vai concorrer à reeleição?

 Essa é uma discussão pra frente. Acho que é muito cedo. Temos que cuidar de administrar a cidade. Resolver os problemas que Manacapuru tem. A discussão da candidatura que o nosso grupo vai apresentar será no momento das convenções partidárias, a partir de junho.

 O senhor vai conseguir provar ao TSE que não comprou votos nas eleições de 2008?

Eu não comprei votos. Se você pegar o julgamento da 1ª instância, onde nós vencemos. Pegar a decisão do juiz, ele comprova que não houve abuso do poder econômico, que não houve compra de voto. Sou acusado por uma das testemunhas de grampear R$ 100 num santinho e botar no bolso dele e pedir voto. Eu primo pela legalidade, para respeitar a legislação. Essa pessoa, durante a campanha, sequer eu lembro de tê-la visto.

 Nesse mesmo processo, o senhor é acusado de omitir gastos da sua prestação de contas. Isso ocorreu?

A minha prestação de contas foi aprovada pela Corte do TRE-AM. O Ministério Público Eleitoral recorreu, e, no TSE, eu tive minhas contas aprovadas. Então, é mais uma tese que, do ponto de vista da Justiça, está transitada e julgada.

Quem são essas pessoas que estão na sede da prefeitura? São seus eleitores?

 São correligionários. Estou nesse primeiro momento conversando internamente. Nomeei os secretários. Depois vem as nomeações de 2º e 3º escalões de governo para que a máquina comece a fluir. Mas aí fora tem simpatizantes, fornecedores e colaboradores.

O senhor tem o apoio de quantos vereadores?

Cinco, de um total de dez. Esse apoio era maior quando o senhor foi eleito? Sim, eu tinha apoio de oito vereadores, àquela época.

 Por que mudou?

 Não sei. Pergunte pra eles. Não esperaram nem meu corpo esfriar na pedra.