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Presidente da Confederação Brasileira de Atletismo fala sobre o legado que vai deixar

Após 26 anos, Roberto Gesta passará o bastão para José Antonio Martins, no dia 15 de março 27/12/2012 às 07:13
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Roberto Gesta vai se dedicar mais à pesquisa e produção de conteúdo, além de organizar as novas peças de seu museu internacional
Lorenna Serrão Manaus

Mais de três mil medalhas conquistadas em torneios internacionais, 30 milhões para 2013 e contratos estabelecidos por quatro anos com a Caixa Econômica Federal, Nike e Rede Globo. Este é o legado que Roberto Gesta, que comandou a Confederação Brasileira de Atletismo por 26 anos, vai deixar ao passar a presidência da CBAt para José Antonio Martins, no dia 15 de março.

Após mais de duas décadas, o cartola resolveu sair da presidência da confederação para se aventurar em novos projetos, todos ligados ao atletismo. “O espaço onde funciona a minha

“Galeria Olímpica” com peças de jogos de 500 anos A.C. até os mais atuais está sendo ampliado. A ideia é que possamos criar uma base de estudos de atletismo, vamos receber especialistas de vários países, que devem nos visitar frequentemente para que possamos realizar pesquisas e em seguida publicar muitas obras”, disse Gesta – que este ano já lançou três livros.


Livros lançados por Gesta este ano

Roberto Gesta afirmou que a confederação estará em ótimas mãos e que por conta dos novos projetos não deverá sentir falta da presidência.

“Não sentirei falta, terei muita coisa a fazer e não terei tempo para sentir saudades. No início ainda ficarei dando algum tipo de suporte a Toninho (José Antonio Martins), a quem acredito fará um excelente trabalho a frente da CBAt”, comentou.

Sobre o fracasso do atletismo brasileiro em Londres, que não conquistou nenhuma medalha e teve a sua pior campanha em 20 anos, Gesta disse que a atuação e os resultados foram razoáveis.

“Hoje em dia conquistar uma medalha olímpica está cada vez mais difícil, por isso acredito que fomos bem na medida do possível, mas agora mais do que nunca precisamos focar em 2016. Não será fácil jogar em casa, afinal os atletas terão que superar os adversários e a pressão da torcida. É preciso que todos estejam preparados tecnicamente e psicologicamente”, pontuou.


Entrada do museu exclusivo de Gesta

Maior coleção do mundo vai ganhar novo espaço
A nova “Galeria Olímpica” de Roberto Gesta, considerado o maior colecionador de relíquias olímpicas do mundo terá duas bibliotecas, uma em cada andar, e mais um espaço para exposições e palestras sobre atletismo.

O prédio que está sendo construído ao lado da casa dele, no condomínio Jardim das Américas, Zona Oeste de Manaus, terá espaço para receber cerca de 200 pessoas. O único requisito, segundo Gesta, é que os visitantes sejam, assim como ele, apaixonados por esportes olímpicos.

“Sou um colecionador viciado, apaixonado por tudo o que envolve esporte. O espaço estará aberto à visitação, mas com cautela, é claro”, completou.


Medalhas olímpicas de ouro maciço

Sobre a inauguração, o presidente da CBAt torce para que o espaço que deve receber novas peças e livros, fique pronto logo.

“Estamos correndo, eu quero inaugurar logo, preciso organizar algumas coisas que estão espalhadas pela casa. Estou torcendo para que fique pronto antes do próximo natal.