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Primeiro Dry Tech de Tênis de Quadra começará neste sábado, em Manaus

O torneio marcará a despedida de Anderson Nascimento que vai encarar um adversário com a metade de sua idade, antes de se aposentar e ficar só como professor 13/04/2012 às 09:00
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Anderson Nascimento se prepara para último torneio, onde vai encarar um adversário com metade de sua idade, antes de se aposentar e ficar só como professor
Nathália Silveira Manaus

Ele tem 31 anos, desde os 9 é tenista, dá aula de tênis de quadra para 25 alunos das 6h às 22h todos os dias e é professor há 15 anos. Esse é o “super” Anderson Nascimento, que em nome da raquete tenta conciliar a vida de mestre das quadras com a de atleta. E é nesse embalo que esse amazonense tentará abocanhar o título da categoria primeira classe do 1º Dry Tech de Tênis, que terá início neste sábado (14) e segue até o dia 21 de abril nas quadras do Tropical Hotel.

“É muito difícil conciliar a vida de jogador e professor, pois tenho muitos afazeres. Mas para mim, o tênis é um prazer e não me deixo levar por críticas, principalmente pela minha idade. Este ano mesmo quero me aposentar como tenista e quero fechar 2012 com chave de ouro”, considerou Anderson, que para a competição começou a investir na preparação física, sua principal adversaria quando entra em quadra contra o mais novos.

“Estou correndo para adquirir resistência, faço pelo menos trinta minutos de corrida duas vezes na semana”, contou o atleta, apontando Pedro Henrique de Paula como seu oponente principal na briga pelo pódio.

Pedro, no mês passado, disputou o Torneio de Convidados Dry Tech, onde ficou em primeiro lugar e Anderson em segundo. Por isso, o evento que começa final de semana tem gostinho de revanche.

“Dá para ganhar, sei disso. Já avaliei de que forma o Pedro se comporta dentro de quadra e a minha estratégia será esperar ele atacar, para poder revidar”, observou o tenista, que não fica amedrontado com a pouca idade de seu adversário, 16 anos. “Eu posso escorregar na minha preparação física em relação è ele. No entanto, como professor, tenho mais disciplina técnica, experiência. E estou muito motivado, já comprei até duas raquetes”, observou.

Na vida “dupla” que Nascimento leva, ele ainda consegue tirar “graça” como professor. Afinal, de acordo com ele, dar aulas de tênis em Manaus é garantia de um bom orçamento no final do mês. “Aqui na Cidade não existe concorrência, temos somente 30 professores e a procura por aulas é muito grande”.