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Princesa do Solimões recebe o Nacional em Manacapuru (AM)

A primeira partida decisiva pela Taça Amazonas acontece neste sábado, a partir das 15h, no estádio Gilberto Mestrinho 10/03/2012 às 07:55
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Goleiro Luiz Paulo do Princesa
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

Matar um leão por dia. O Princesa do Solimões quer levar à risca o ditado bastante usado no futebol para conquistar do primeiro turno do Estadual. O primeiro Leão, o de Itacoatiara, o Princesa já abateu nas penalidades, por 4 a 3,  nas semifinais, semana passada. O Leão da vez para Tubarão é o da Vila Municipal. A primeira partida decisiva pela Taça Amazonas acontece neste sábado, a partir das 15h, no estádio Gilberto Mestrinho, em Manacapuru (a  84 quilômetros de Manaus). O time sob comando de Aderbal Lana vai a campo sem uma das principais peças, o volante Batista, com lesão muscular na coxa esquerda. A ausência forçará Lana a improvisar jogadores na posição, mas o substituto só será definido momentos antes do jogo.

“Tem várias possibilidades: posso usar um lateral caindo mais para dentro, um meia mais recuado, ou até mesmo um atacante, recuando alguém”, explica o experiente treinador. Ontem, aliás, Lana não conseguiu trainar as situações que imagina para o jogo, porque choveu forte em Manacapuru, deixando o campo bastante deteriorado.

“Com essa instabilidade política aqui em Manacapuru, onde uma hora entra um prefeito, outra hora entre outro, o estádio ficou sem dono e portão aberto. Utilizaram o campo de forma grosseira. Ficou ruim para treinar ou jogar”, explicou Lana.

No jogo de hoje o Princesa terá a volta do zagueiro Bigu, que cumpriu suspensão, e a segurança do goleiro Luiz Paulo, herói da vitória sobre o Penarol, quando defendeu quatro pênaltis. “Temos que fazer um bom resultado em casa e deixar a responsabilidade para eles (Nacional) no próximo sábado”, diz o jovem goleiro, de 22 anos.    

Nacional cauteloso
A ameaça diária de chuva e as más condições do Estádio Gilbertão são fatores que dificultam o método tático e a característica de jogo do Nacional. Em razão desses problemas, o empate é visto no Leão da Vila como um resultado atraente.

“O Nacional gosta de sair para o jogo, com toque de bola e velocidade. Essa é a nossa forma de jogar que vem dando certo. Mas a partida será desenhada de acordo com as equipes. É claro que jogamos sempre para ganhar, mas o empate não deixa de ser um bom resultado. Pois decidiremos em casa diante da torcida”, disse o técnico Leo Goiano, que também faz mistério na escalação.

No gol, Goiano pode colocar Jonathan no lugar de Jairo, que foi poupado no treino de ontem. Outro que não treinou foi Leonardo, com dores na coxa direita, mas deve ser escalado. Na zaga, Alexandre substitui Santiago, que cumpre suspensão. 

Leonardo - atacante do naciona

Embora você seja o artilheiro do Estadual com dez gols, há três jogos você não marca. O que há?
É falta de oportunidade e de sorte também. Nos jogos contra o Fast Clube foi difícil fazer gols. Os caras marcam muito e jogam forte mesmo. Eu continuo trabalhando para fazer os gols e classificar o time para a final. Vamos ver contra o Princesa. Esse primeiro jogo será muito complicado, porque eles vêm empolgado com a vitória sobre o Penarol e jogam em casa.

2 Você está desde novembro morando em Manaus. O que achou da cidade?
Sou carioca, mas estava jogando no Acre. Manaus é uma cidade que o povo te recebe muito bem. Me adaptei um pouco ao clima, à cultura, à comida. Só não gosto muito de peixe. Acho que tenho medo das espinhas. Mas já comi e achei gostoso o sabor. Aqui no Nacional estou bem tranquilo. Estou esperando a conquista do primeiro turno para poder sair mais e conhecer a cidade na folga.

3  Como você construiu sua carreira no futebol?
Cresci na cruzada de São Sebastião, próximo ao Leblon, no Rio, onde mora o Adílio. Ali a molecada gosta de jogar bola. Comecei no futsal, mas minha passadas largas e dribles longos me levaram para o futebol de campo. Joguei na Eslovênia em 2004, depois de uma boa temporada pelo Bonsucesso na primeira divisão carioca. Depois voltei ao Brasil. No ano passado, fiz uma temporada pelo Plácido de Castro (AC).  


Luiz Paulo – goleiro do Princesa

Como está o clima no Princesa para a disputa da final contra o Nacional?
O clima é de total confiança no nosso potencial e no trabalho do professor Lana (Aderbal, técnico). Sabemos que o Nacional é um time que joga para frente, que vem pra cima. Isso é bom porque o jogo fica franco. Nós vamos pra cima deles também. O Princesa não chegou até aqui à toa. Vamos ganhar bem em casa, diante da torcida, e deixar a responsabilidade com eles (Nacional) no sábado.  

2  O que fazer para parar o ataque do Nacional, que tem Charles e Leonardo jogando bem entrosados na frente?
Não há um segredo para isso. É jogar bem, com um sistema de marcação bem eficiente e cuidado com essa dupla de ataque (Charles e Leonardo), que joga com velocidade e bem sintonizados. Mas nós temos bons zagueiros e um sistema de marcação eficiente que o professor Lana acertou para a equipe. É fazer nossa parte.

3  Você foi o herói da classificação para a final quando defendeu quatro penalidades contra o Penarol?
Não. Acho que o mérito foi do grupo. A equipe como um todo teve capacidade de se superar em campo contra o Penarol, atual bicampeão, e vencer nas penalidades. Foi um jogo difícil, pegado, lá e cá no tempo regulamentar. Eu defendi as penalidades, mas também os jogadores fizeram a parte deles ao fazer os gols. Então foi mérito nosso, não só meu.