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Esportes
Segundo Tempo

Programa Segundo Tempo inova com aulas de sup e jiu-jítsu para crianças e jovens

Aulas começaram nesta semana, atendendo a princípio 100 crianças das comunidades rurais de Manaus 18/03/2017 às 11:58 - Atualizado em 18/03/2017 às 11:59
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O sup entra de forma inédita para o Programa Segundo Tempo, ao fazer parceria com o projeto Superar e com a Semjel. (Foto: Márcio Silva/A crítica)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Remar e lutar, talentos de guerreiros. E são essas atividades que estão movimentando crianças das escolas da zona rural de Manaus. É que o tão querido sup – stand up paddle – agora faz parte do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, junto com o jiu-jítsu, esporte adorado pelos amazonenses. O Programa acontece em parceria com o Projeto Superar e com a Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), que realiza o Segundo Tempo, em Manaus.  As atividades atendem 150 crianças vindas das comunidades do Tarumã, Novo Livramento e Tupé. As aulas são realizadas no flutuante Tribal Sup, que fica na Praia Dourada, no Tarumã, Zona Oeste.

E agora, em Manaus, nossos guerreirinhos podem revelar seus talentos para os dois esportes, bem pertinho da natureza. “O projeto visa atender 150 crianças da Escola Municipal Prof. Francisca Campos Corrêa, nessa fase inicial, mas queremos expandir porque apareceram outras escolas, outras comunidades do outro lado do rio”, explica Pablo Casado, idealizador do projeto Superar, e coordenador do sup no Segundo Tempo.


As crianças participantes do programa moram nas comunidades rurais de Manaus (Foto: Márcio Silva)

Thiago Santos, coordenador do Programa Segundo Tempo, da Semjel, lembra que a ideia de unir o Projeto Superar ao Segundo Tempo surgiu de uma conversa com Pablo. “Eu tenho a mão-de-obra e o material, você tem a ideia e o conhecimento do esporte, então pensei com ele, por que não fazermos o programa Segundo tempo, incluindo o sup? Quem ganha são as crianças”, disse Thiago Santos.

As aulas do Programa Segundo Tempo começaram no início da semana, e acontecem de segunda à sexta, de manhã e à tarde, sendo às segundas e quartas, sup, às terças e quintas, jiu-jítsu, e às sextas recreação. “Nos dias de recreação, a ideia é fazermos diversas atividades, incluindo a coleta de lixo dos rios, para dar consciência ambiental às crianças”, ressalta Pablo.


Alunos aprenderam primeiras técnicas de sup, para depois ir para a água por em prática os ensinamentos no novo esporte. (Foto: Márcio Silva)

Sup e jiu-jítsu

Pablo é apaixonado pelo sup e sempre quis levar o esporte para as crianças amazonenses conhecerem. “Eu criei o projeto Superar dois anos atrás, mas nós tínhamos a dificuldade de trazer essas crianças até o flutuante, de dar uma merenda a elas, então, através da Semjel, nós conseguimos unir forças e colocar em prática o projeto”, disse Pablo.

Fredson Alves e Alex Gil são os professores da Ribeiro jiu-jítsu que dão aulas no projeto, de forma bem inusitada, dentro do flutuante. “o espaço é limitado, mas esperamos que as pessoas certas nos apoiem, pra que cresça e todos os que precisam possam se beneficiar”, destacou Fredson.


O professor Alex Gil deixou as crianças bem animadas para aprender os primeiros movimentos do jiu-jítsu. (Foto: Márcio Silva)

Merecer para participar

As vagas para as crianças participarem do programa são limitadas, então a diretora da Escola Municipal Prof. Francisca Campos Correa, Nádia Gusmão, utilizou critérios para selecionar os alunos participantes. “Temos 480 alunos na escola, então tivemos que selecionar os que viriam para o projeto. O critério foi o merecimento, então levamos em conta assiduidade, participação nas atividades em sala, notas, e a observação dos alunos será constante, então, eles podem ser substituídos se não continuarem atendendo aos critérios”, disse Nádia.

Ela destaca também as principais vantagens que o programa trará aos alunos. “Estão muito empolgados com o sup, então eles querem muito participar e, sendo uma atividade extra-classe, eles estarão aprendendo de forma multidisciplinar diversos valores, juntamente com os esportes”, ressalta Nádia.

Anny Beatriz, de 10 anos, falou do que está achando das aulas. “Estou feliz de participar, nunca tinha feito nenhum esporte. No jiu-jítsu, achei alguns movimentos mais difíceis, e o movimento de agachamento achei fácil, estou gostando, deu vontade de lutar, é uma coisa que não imaginava fazer”, disse Anny.


O programa Segundo Tempo da Semjel se uniu ao projeto Superar, à Ribeiro jiu-jítsu e ainda conta com o apoio de alunos da Nilton Lins (Foto: Márcio Silva)

O lugar ideal

Pablo sempre observou o potencial da região amazônica para o sup. “A gente mora na região que tem o maior rio do mundo, e nós não temos uma equipe de remo nem de sup, e agora podemos ter a possibilidade de montar uma delegação de atletas. Então a ideia é essa, fomentar o esporte, ter mais gente andando de stand up, e dar uma oportunidade para as crianças que tem facilidade para o esporte, a maioria já tinha remado de canoa, é natural para elas. Em conjunto, estamos contribuindo com 150 crianças, e tenho certeza que vamos tirar campeões do esporte daqui”, disse Pablo Casado.

Sup Day

O projeto está prestes a ser anunciado em Manaus. A ideia é que no último domingo de cada mês seja oferecido sup para a população, junto com a faixa liberada na Ponta Negra, das 6h às 10h da manhã. “Vai ter a prática de stand up paddle com instrução, de forma gratuita. Vai ter uma barraca na faixa liberada, onde as pessoas farão sua inscrição para participar do stand up, e o nosso objetivo é despertar o interesse das pessoas para o esporte”, explica Pablo.

Destaques

  • Isaquias Queiroz, canoísta brasileiro ganhador de três medalhas olímpicas nas Olimpíadas do Rio, foi revelado pelo Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte.
  • De forma inédita no Brasil, o Sup está no Programa Segundo Tempo. “O Amazonas é o primeiro Estado do Brasil a ter um programa de Stand up paddle voltado a um projeto federal, e temos certeza de que vai dar muito certo”, disse Pablo.