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Promessas do tatame: Copa White Belt reune novos talentos do jiu-jitsu e agrada organizadores

Lutador nascido à 631 quilômetros de Manaus, abandonou tudo em prol da luta. Técnicas e habilidades marcaram a primeira temporada da competição 12/11/2012 às 08:57
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A Copa White Belt inaugurou o calendário de eventos da Federação Amazonense de Jiu-Jitsu Olímpico (FAJJO), fundada dia 8 de julho deste ano
Paulo Ricardo Oliveira ---

Considerado o segundo polo nacional do jiu-jitsu, o Amazonas vive uma fase fértil de renovação. Prova disso é Leandro Lima, de 19 anos, campeão na categoria até 70 quilos da Copa White Belt de Jiu-Jitsu, realizada sábado, no CT da Associação Sensei de Lutas Esportivas (Asle), no Aleixo, zona Centro-Sul, no evento inaugural da Federação Amazonense de Jiu-Jitsu Olímpico (FAJJO).

Nascido em Santa Isabel do Rio Negro (a 631 quilômetros de Manaus), Leandro descobriu a arte do pano por lá mesmo, mas resolveu aprimorar as técnicas na cidade, sendo “adotado” pela Asle desde o início do ano. “Eu pratico o jiu-jitsu a pouco mais de um ano. No início do ano eu resolvi vir a Manaus para treinar na Asle e competir em alto nível”, afirmou o faixa-branca  que, na final da Copa, derrotou por pontos outra promessa: Erick Brown, de 17 anos.

Leandro deixou em Santa Isabel a família e a certeza de uma carreira bem mais limitada no esporte para morar e treinar no CT da Asle. “Quero ser um grande atleta, competindo em alto nível nas melhores competições. Aqui na Asle posso ter essa possibilidade”.

O jovem interiorano de sonhos ousados no tatame não foi o único a brilhar no evento que reuniu iniciantes adultos. Na categoria entre 70 e 86 quilos, Victor César, de 17 anos, derrotou na final Claudio Moraes. Ele é fruto de um trabalho de base realizado na Asle de São Raimundo, zona oeste, pelo faixa-preta Rafael Hipólito.

Outro nome da renovação do jiu-jitsu local é Flávio Moraes, analista contábil de 28 anos, que voltou a competir no jiu-jitsu. “Eu sempre treinei judô e jiu-jitsu, mas nunca consegui dar uma sequência boa nos meus treinamentos, porque sempre tive a necessidade de trabalhar e estudar. Agora, vou tentar sequenciar os treinos para evoluir de faixa e competir”, disse o atleta que venceu na final Reginaldo Gomes, de 131 quilos. “Ele (Gomes) era bem mais pesado. Fica um pouco mais complicado trabalhar os golpes. Mas luta é isso”.

Além de medalhas, os vencedores de cada categoria ganharam R$ 200 de premiação.      

PÚBLICO

A primeira edição da Copa White Belt teve uma presença tímida de público, mas lutas boas no aspecto técnico. Fundador da Asle e atual presidente da FAJJO, Henrique Machado aprovou o evento. “Para uma primeira edição fomos bem: lutas de excelente qualidade técnica e até um prêmio em dinheiro para incentivar os iniciantes, porque há um investimento de dinheiro e dedicação desses atletas”.