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Quais as causas das mortes súbitas de jogadores?

O nível de competitividade do futebol atual, no qual exige uma intensidade cada vez maior de força muscular, mais capacidade cardiorrespiratória e exercícios físicos exaustivos podem estar associados 22/04/2012 às 19:00
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Álvaro Amandio afirma que a morte súbita também ocorre em outros esportes
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

O nível de competitividade do futebol atual, no qual exige uma intensidade cada vez maior de força muscular, mais capacidade cardiorrespiratória e exercícios físicos exaustivos podem estar associados ao aumento dos casos de morte súbita.

O conjunto dessa obra cobra uma conta cara do coração. Especialista em medicina esportiva com especialização em fisiologia do exercício, Rafael Benoliel, afirma que, mesmo tendo vantagem na função cardiorespiratória em relação a atletas de fim de semana, o risco existe para o jogador por haver, segundo ele, a hipertrofia (inchaço) do ventrículo esquerdo, resultando na necrose de uma área grande do miocárdio (músculo do coração), causando o entupimento da artéria.

“Se houver a obstrução de uma das artérias coronarianas, que são as artérias mais grossas, não há fluxo pelos vasos colaterais, que nos atletas são mais escassos”, explica o especialista. 

Formado em educação física com especialização em prescrição da atividade física, Cássio Muniz, corrobora a análise de Benoliel, dizendo que a intensidade de esforço físico pode ser um fator de risco coronariano para os jogadores.

“Não só o futebol como qualquer esporte de alta performance há uma exigência maior das funções físicas e cardiológicas. Por isso há a necessidade constante da avaliação coronariana”, afirma o personal treinner.

Para os sendentários ou atletas de fim de semana, Cassio aconselha a prática de atividade aeróbica continuada e sob orientação de especialista.  “O risco é bem maior entre os que não praticam atividade físicas, pois, na hora em que  vai dar um pique maior, pode haver problemas, como lesões, fadiga muscular ou mesmo o infarto”.