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Quais devem ser os cuidados para atletas de ponta e amadores?

Diretor clínico do Hospital Universitário Francisca Mendes/UFAM e mestre em Cardiologia, José Wilson Cavalcante faz uma diferenciação quanto às ações de prevenção para atletas de ponta e para a população em geral 22/04/2012 às 19:10
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Ricardo Vila ressalta a importância de um socorro rápido
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

Diretor clínico do Hospital Universitário Francisca Mendes/UFAM e mestre em Cardiologia, José Wilson Cavalcante faz uma diferenciação quanto às ações de prevenção para atletas de ponta e para a população em geral.

Em pessoas comuns, segundo o médico, o combate à morte súbita é feita combatendo os fatores de risco para as doenças cardiovasculares a exemplo da hipertensão, colesterol, tabagismo, sedentarismo, obesidade e bebidas alcoólicas em excesso. Já entre atletas de alta performance, Cavalcante sugere exame médico periódico associado a alguns exames complementares, como o teste ergométrico, raios X de tórax, ecocardiograma e exames bioquímicos de sangue.

O médico com especialização em UTI, Ricardo de Souza Vila, faz um alerta para a rapidez nas ações a serem tomadas contra o mal súbito. “A arritmia  ocorre porque o ventrículo fica fibrilando e o coração não consegue bater, não mandando sangue para o organismo. Por isso, as ações devem ser imediatas e feitas por quem sabe. Cada segundo é fundamental”.

No mesmo dia em que Piermario Morosini foi fulminado por um ataque cardíaco, o engenheiro, administrador e professor universitário amazonense Aldenir Ferreira de Alencar, que tinha 48 anos, conforme informações de amigos, também sucumbiu de morte súbita durante uma pelada de fim de semana com amigos em um campo do conjunto Jardim das Américas. Abalada, a família não quis falar, mas sabe-se que  ele caiu em campo durante a partida. Dois amigos médicos tentaram reanimar o engenheiro, mas ele não sobreviveu. Alegre e esportista, Aldenir era afeito a exercícios físicos regulares e  considerava sagrada a pelada de sábado com os amigos.

“É mais um caso que reforça a tese de que devemos realizar exames com uma periodicidade menor depois de certa idade. Mesmo que a pessoa pratique esportes com certa regularidade”, explica Cássio Muniz.