Publicidade
Esportes
ALTO RENDIMENTO

Referência no dardo, amazonense se prepara para disputar Pan-Americano no Peru

Pedro é um dos atletas mais promissores do Amazonas. Isso porque ele vem arrebatando tudo no lançamento de dardo, impressionando inclusive quando compete na categoria adulta 16/07/2017 às 14:36
Show dardo
Pedro teve pouco mais de um mês para se preparar para a competição que se aproxima.(Foto: A Crítica)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Pedro Nunes, 18, é um dos atletas mais promissores do Amazonas. Isso porque ele vem arrebatando tudo no lançamento de dardo, impressionando inclusive quando compete na categoria adulta, ainda sendo Sub-20. Mas agora ele está ansioso para viver seu próximo desafio, o Pan-Americano de atletismo, nos dias 21 a 23 de julho, no Peru. “Querendo ou não, Pan-Americano é um outro nível, as grandes potências vão estar na prova, como Estados Unidos e Canadá, então, será um desafio a mais”, destaca Pedro.

Ele teve pouco mais de um mês para se preparar para a competição que se aproxima. “Estou treinando bem, fizemos algumas mudanças no treino, que ficou mais pesado por causa do nível da competição”, disse.

Histórico vitorioso

Ano passado, Pedro venceu o Campeonato Brasileiro e Sul-Americano Sub-18 e, este ano, venceu o Brasileiro e Sul-Americano Sub-20. Subindo degraus e depois de conquistar títulos importantes, o atleta foi a São Paulo, mês passado, competir no Troféu Brasil, em São Paulo, com um detalhe: lá há apenas a categoria adulta na disputa. 

“É a principal competição adulta do Brasil, com muitos atletas olímpicos, então foi um desafio para mim e minha técnica (Margareth Bahia), e até disse que estava me sentindo meio pesado, mas ela falou para eu não me preocupar pois não era minha categoria mas para eu fazer o meu melhor”, disse. 

Pedro havia acabado de voltar do Sul-Americano, onde atingiu sua melhor marca: 68 metros. Mas no dia da sua competição no Troféu surpreendeu mais uma vez. “Acabei fazendo 74 metros, que não era esperado ainda, mas já pude superar essa meta e, no último sábado, fiz um teste de cinco passos, em que alcancei 73, então, minha técnica, acreditando no meu potencial, falou que tenho condições de terminar o ano com 80 metros”.

De Parintins para o mundo

O jovem parintinense começou no atletismo por acaso. “Procurei o professor Deucivam, em Parintins, pois queria uma prova individual para competir nos Jogos Escolares, e ele me colocou na corrida. Também fiz salto, até chegar ao lançamento de dardo, onde eu me destaquei”, disse Pedro. 

Não demorou para ele chegar longe. “Com pouquíssimo treino, venci a seletiva em Parintins, vim para Manaus e acabei me destacando também, e depois venci os Jogos Escolares Brasileiros e ainda quebrei o recorde da competição”, relembra. 

“No ano seguinte, em 2014, minha atual treinadora me convidou para vir treinar em Manaus e, na época, foi uma decisão ruim, pensei muitas vezes em voltar, pois eu ia completar 14 anos ainda, mas fui me adaptando, e estou aqui até hoje, me destacando cada vez mais”, ressalta o atleta.

Parece que Pedro tem no DNA o talento para a modalidade, pois ele é sobrinho do ex-atleta do dardo Jander Cardoso, também de Parintins e medalhista do Troféu Brasil. 

Se Jander inspirou Pedro no esporte, Pedro também têm se tornado um atleta para se espelhar. “Um dia, meu amigo Temístocles me disse que eu era a inspiração dele pelos meus resultados, que ele queria seguir a mesma trajetória que a minha. Fico muito feliz com isso”, completa Pedro.

Pedro Nunes

Lançamento de dardo

Qual é a sua expectativa para o Pan-Americano Sub-20 no Peru?

Muito boa. Na semana passada tive a informação de que eu estou líder do ranking Pan-Americano, mas não posso aliviar porque há atletas que estão a apenas cinco centímetros da minha marca, e a prova vai ser decidida mesmo na competição.

Com tantos títulos conquistados, você tem patrocínios, hoje?

Dois empresários me ajudam a ir às competições, que são o Dr. Renato Hernandez e o artista Rossy Amoedo, de Parintins. Porque, nos últimos tempos, minha técnica e a Marleide (pres. da Federação) tiveram que tirar do bolso para eu ir às competições. 

Você se dedica ao esporte. Como é a sua vida na Vila Olímpica de Manaus?

Treino de manhã, depois vou para a fisioterapia, volto ao alojamento, almoço e descanso para o treino da tarde, que dura cerca de três horas. É duro, e o tempo livre é para descansar. Dar uma volta, no máximo, no fim de semana. É a rotina de todos daqui.