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Responsáveis pelo último título do Fast (AM) falam sobre a conquista de 1971

Protagonista, os irmãos Edson e Antônio Piola, além de Adinamar Abib fizeram nesta quinta-feira (24) o prazeroso exercício das boas lembranças fastianas dentro de campo 25/05/2012 às 10:46
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Edson e Antonio Piola fizeram história com a camisa do Fast
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

Para adoçar um pouco o gosto amargo de um jejum que já dura 41 anos sem título estadual, só mesmo recorrendo à memória  de membros da geração de aço do Tricolor. A última conquista de campeão Amazonense do Rolo Compressor aconteceu no dia 10 de outubro de 1971, com uma vitória com “V” maiúsculo, por 4 a 1, sobre a Rodoviária. Protagonistas deste feito, os irmãos Edson e Antônio Piola, além de Adinamar Abib fizeram nesta quinta-feira (24) o prazeroso exercício das boas lembranças fastianas dentro de campo.

“A Rodoviária fez 1 a 0 aos cinco minutos de partida com um gol contra do Holanda. O time ficou cabisbaixo. Como eu era o capitão, motivei o grupo, empatamos com Afonso de cabeça e, logo em seguida, eu fiz o gol da virada após um belo cruzamento do Adinamar. A partir daí só po deu o Fast, que tinha uma bela equipe. Vencemos por 4 a 1”, lembrou Edson Piola, na época atacante, hoje com 69 anos, ao lado do irmão Antônio, 67, em frente ao portal do antigo estádio Parque Amazonense, palco de grandes apresentações do Fast.

“Fomos muito felizes aqui. Era uma época em que havia um futebol de qualidade. Todos os times, Nacional, Rio Negro, Fast, Rodoviária eram equipes muito fortes. Conquistamos o título de 1970 aqui no Parque Amazonense e o de 1971 já no Vivaldo Lima. O público lotava a arquibancada, gostava-se de futebol nessa época”, complementa Antônio, que jogava como volante e também na lateral-direita.    

Para os irmãos Piola, que ponde onde passam são aclamados em razão do nome e dos gols que fizeram, o bonde do futebol arte nos clubes profissionais do Amazonas passou lotado e não voltou mais. Por outro lado, os eternos ídolos criticam a postura dos dirigentes locais de valorizarem o que vem de fora em detrimento dos caseiros.

“Hoje em dia é comum os dirigentes locais contratarem treinadores de fora a salários altos e maioria dos jogadores de fora em detrimento dos valores locais. Em termos de treinadores, temos várias faculdades de educação física em Manaus. Na questão dos jogadores, é preciso massificar o trabalho de formação de jogadores”, indica Antônio. 

Desinteresse
Os Piola confessaram já não ser mais tão interessados assim pelo futebol local. As causas seriam a falta de qualidade técnica das equipes, a descaso e a falta de amor ao clube por parte dos dirigentes, além da desvalorização dos talentos locais. mas nem por isso deixam de ser fastianos. “Eu não acompanho muito. Mas observei os melhores momentos do primeiro jogo entre Fast x Nacional sábado passado. O Fast perdeu a chance de ser campeão naquele jogo, pois perdeu boas chances de liquidar a fatura. No futebol há lei universal impiedosa: quem não faz gol leva. O Nacional empatou. Mas gostaria que o Fast fosse campeão ”, disse Antônio.  

Edson Piola - Ex-jogador,  ex-presidente e eterno ídolo do fast clube

1  Como o senhor analisa o futebol profissional em Manaus na atualidade?
Não há mais ídolos, com existia antigamente, comprometidos com o clube e que jogavam por amor à camisa. Por outro lado, observo que falta muita base nos jogadores. Hoje, é um bando de jogadores correndo de um lado para outro feito louco e sequer consegue dominar a bola com elegância, dar bons dribles, belos passes. Os jogadores cabeceiam de olho fechado. Isso não existe.

2 O senhor acha que é valorizado pelo que fez no Fast Clube e no futebol local?
(riso irônico). Esse é um dos principais motivos por que deixei de gostar do futebol aqui. Continuo gostando do Fast, continuo gostando do meu Estado, mas eu sou muiot mais valorizado fora daqui. Joguei um ano do Paysandu, em 1965, e até hoje sou lembrado. Eu figurei no livro dos 90 maiores ídolos do Paysandu. Imagina?

3 O senhor vai ao Sesi assitir à final Pai e Filho?
Acho difícil. Só se der a doida. Mas eu ficaria no meu canto, sem aparecer. Já passei dessa época.