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Reyson Gracie será homenageado nesta quarta-feira na Câmara de Manaus

Será a segunda vez em menos de dois meses, que o faixa vermelha 9° grau ganha uma homenagem oficial na cidade 03/10/2012 às 09:02
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Reyson Gracie será homenageado com medalha de ouro por vereadores, hoje, na Câmara
Nathália Silveira Manaus

Figura lendária da arte suave e responsável por fundar a Federação Amazonense de jiu-jitsu em 1977, Reyson Gracie, 70, receberá nesta quarta-feira, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), a Medalha de Ouro Amazonense. Será a segunda vez em menos de dois meses, que o faixa vermelha 9° grau ganha uma homenagem oficial na cidade. No final do mês passado, a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) concedeu o título de cidadão amazonense ao mestre de Jiu-Jitsu.

“Fico muito feliz com tudo isso que vem acontecendo. Sou da primeira geração do jiu-jitsu na capital e ajudei no caminho de algumas pessoas”, considerou Reyson, também responsável pelo primeiro campeonato amazonense da modalidade, há 35 anos.

“Lembro como se fosse hoje. Quando fui embora daqui, cinco anos mais tarde (em meados de 1982), começou a se estabelecer a era Royler Gracie e Oswaldo Alves. Isso foi muito importante para o esporte, pois foi nesta época em que a competitividade entre os lutadores começou a existir e a evolução técnica de cada um, teve que  crescer”, lembra.

Com propriedade, Reyson Gracie ainda comentou sobre o cenário atual do jiu-jitsu no Estado. Para ele, o Rio de Janeiro ainda consegue superar Manaus quando o assunto é técnica. Em compensação, acredita que a determinação dos amazonenses faz diferença na hora da briga.

“O material humano que temos aqui é imbatível. Os amazonenses parecem vir com jiu- jitsu no DNA. Eu tenho certeza que se colocar cem lutadores dos Estados Unidos e cem dos Amazonas, o pessoal daqui ganha”, destacou o  filho de Carlos Gracie, ao comentar, com orgulho, sobre o atual dono do cinturão do UFC (Ultimate Fighting Championship) na categoria peso pena, o amazonense José Aldo Júnior.

“O Aldo é a maior expressão que temos atualmente. Tem uma carreira ainda mais promissora, só precisa tomar cuidado com algumas decisões, como essa de ainda andar de moto. Logo quando o jiu-jitsu nasceu, era proibido qualquer lutador utilizar motocicleta, pois quando há colisão o piloto sempre será prejudicado”, lembrou Reyson, ao criticar os eventos de MMA.

“Se fôssemos fazer uma comparação correta, poderíamos dizer que o MMA é um vale-tudo, que vale um pouco menos. Seria um ‘vale-menos’.  O que o MMA quer é movimentação constante; combate; show.  A luta não pode ficar monótona, pois o telespectador muda de canal e isso significa em perda financeira. O MMA tem só um lado positivo:  fez sobressair muitos lutadores e está oferecendo emprego a vários deles”, argumentou o ‘setentão’ da arte suave.