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Rio Negro tem sete dias para decidir se vai participar do Amazonense de 2013

Prazo estipulado pelo diretor do Galo da Praça da Saudade, Waldir Landim, para montar time está se esgotando 03/01/2013 às 07:19
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Waldir Landim tem fé de que boas notícias virão do outro lado do telefone
Adan Garantizado Manaus

Desde que conquistou seu último título estadual em 2001, o Rio Negro tem vivido um “filme de terror” a cada temporada. O clube foi rebaixado duas vezes para a segunda divisão do Campeonato Amazonense, anunciou “jogador de peso” que desfilou pela cidade em carro de bombeiros (mas que só atuou pelo clube em um amistoso) e virou manchete nacional quando a torcida fez uma “vaquinha” para comprar cestas básicas aos atletas, que estavam literalmente passando fome, por conta dos meses de salários atrasados.

Ao que tudo indica, a torcida do Galo não vai deixar de sentir “arrepios” nem mesmo no ano do centenário do clube, pois 2013 começou com a sombria possibilidade do time da Praça da Saudade desistir do Campeonato Amazonense antes da competição começar. Como no enredo do filme “O Chamado”, o clube tem exatos sete dias para saber se permanece vivo ou se morrerá poucos meses antes de chegar na casa dos 100 anos.

E nem vai adiantar o Galo gravar cópias de fitas de vídeo e espalhá-las pela cidade, ou tentar afogar uma menina-zumbi no poço para se livrar da “maldição dos sete dias”. A única solução para o time do Rio Negro entrar em campo no mês que vem é conseguir R$ 250 mil em uma semana. O valor completaria os R$ 500 mil que o time Barriga Preta estima gastar durante a campanha do Amazonense.

O diretor de futebol do clube, Waldir Landim se mostra otimista quanto ao destino do Galo, mas permanece com a mesma posição anunciada na semana passada: Se o clube não conseguir arrecadar este valor, ele entrega seu cargo e deixa o barco rionegrino à deriva “Espalhei mais de 40 projetos em diversas empresas da cidade e vou continuar correndo atrás até os últimos minutos do dia 10. Se não conseguir, entrego meu cargo, pois não serei irresponsável de assumir compromissos sem condições de pagar”, garante Landim.

Ele já comunicou o presidente do clube, Eymar Gondim (que mais uma vez não atendeu os telefonemas da reportagem). “Ele ficou surpreso pois pensava que tudo estava certo e chegou a cogitar a possibilidade de disputar o campeonato com o time sub-20. Mas não daria pra competir no mesmo nível dos adversários”, revelou o diretor, que espera que seu telefone toque nesta semana decisiva. E que do outro lado da linha, não esteja a menina Samara (protagonista de “O Chamado”), mas sim um patrocinador disposto a tirar o Galo do fundo do poço.

“Não entrar em campo no ano do centenário, colocará uma mancha pra sempre na história do clube.”Waldir Landim, diretor de futebol do Rio Negro.