Publicidade
Esportes
Craque

Rivalidade de times cariocas é esquecida quando o assunto é aperto financeiro

Cheios de dividas financeiras de todo tipo, os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro estão formulando um plano para saírem do buraco em que se encontram 14/12/2012 às 11:36
Show 1
Patrícia Amorim que não foi reeleita pelo Flamengo
André Viana ---

No futebol carioca, a máxima sobre os relacionamentos amorosos que diz que “quando a pobreza entra pela porta, o amor sai pela janela” definitivamente não se aplica. Ao contrário, quando o aperto financeiro invade suas portas, as desavenças desaparecem.

Estrangulados por dividas financeiras de todo tipo, os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro estão formulando um plano para saírem do buraco em que se encontram. O objetivo é conseguir uma fórmula para quitar a dívida conjunta de quase R$ 1 bilhão e penhoras que chegam aos R$ 178 milhões na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

O trabalho, no entanto, não será dos mais fáceis. Além de ações na Justiça na tentativa de emplacar liminares para reduzir os montantes retidos, os dirigentes estão sendo assessorados por escritórios de advocacia terceirizados que trabalham para fazer com que Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco respirem ares menos sufocantes na próxima temporada.

 A principal justificativa dos advogados envolve o fato de que os clubes não conseguem se sustentar com elevados percentuais de receitas penhoradas. Com isso, pagamentos de salários atrasam e jogadores têm o caminho facilitado para rescisões de contrato, o que aconteceu recentemente no Vasco com o goleiro Fernando Prass. Causando um efeito bola de neve.

Ranking do desespero

Entre os gigantes cariocas, o maior devedor é o Botafogo, cujo montante está calculado em R$ 318 milhões. O Flamengo encontra-se na segunda colocação, com R$ 228 milhões de dividas. O atual campeão brasileiro, o Fluminense, é o terceiro no ranking do desespero com R$ 220 milhões de débito. O Vasco é o que menos deve, R$ 170 milhões, no total.

O presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, considera que a união é realmente uma solução importante para diminuir os prejuízos. “Os quatro grandes do Rio e de São Paulo tiveram todas as rendas de TV penhoradas por conta de dívidas com a Receita Federal. Não digo que não devemos pagar, mas é preciso fazer um acordo. A Receita tem de rever, pois os clubes se tornarão inviáveis no ano que vem se continuar assim”, disse.