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Ronaldo Sperry quer provar na Série D que pode vencer como treinador do Leão

Sperry chegou em Manaus para jogar no Rio Negro da década de 80 e ficou até se formar em educação física e começar a trabalhar no Tufão em 97 05/06/2012 às 17:55
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Ronaldo Sperry foi confirmado como técnico do Penarol
Adan Garantizado Manaus (AM)

Trabalhando desde 1997 no futebol amazonense como preparador físico (e às vezes advogado), o gaúcho Ronaldo Sperry está prestes a encarar seu maior desafio em sua carreira no futebol baré.

É dele a missão de comandar o Penarol na Série D do Campeonato Brasileiro, e tentar o acesso para uma divisão superior (em 99 ele viveu isso no São Raimundo).

Mas, a briga de liminares na Justiça comum atrasou o início da quarta divisão do futebol brasileiro. Enquanto aguarda a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) resolver o imbróglio e iniciar a competição, Ronaldo vai mostrando serviço na nova função, e segue preparando o Leão para a estreia.

Ontem, após um coletivo, Sperry conversou com o CRAQUE e deixou bem claro que o desafio de estrear como treinador na competição mais importante da temporada para o futebol local, não o deixa receoso ou incomoda.

Esse adiamento do início da Série D (a competição deveria ter começado há duas semanas) atrapalhou o Penarol até que ponto?

Na verdade fizemos o planejamento físico pensando em 21 dias. Pegamos bem fortes nos trabalhos com os jogadores. Agora precisamos replanejar tudo. O nível de stress do atleta fica muito alto em situações como essas. Ele quer jogar. Temos que diminuir a carga e fazer o recondicionamento ideal. Mas, também pudemos trabalhar melhor a parte técnica e tática.

Já que você citou o assunto, como está a parte técnica do time e de que forma tática você pretende montar a equipe nesta Série D?

Os trabalhos táticos estão ocorrendo normalmente. Temos uma equipe base. Pretendo jogar no 4-4-2, variando algumas vezes no 3-5-2 ou até mesmo no 4-4-3. Quero aproveitar a qualidade dos meias e atacantes do elenco. Trabalho principalmente usando um “losango” com os atletas.

E como você encara o desafio de treinar uma equipe profissional pela primeira vez?

As únicas vezes que havia dirigido um time profissional em campo ocorreram no São Raimundo, quando o treinador era expulso. O desafio foi feito por todos os diretores do Penarol e senti que foram sinceros comigo. Quero trabalhar de maneira honesta e mostrar que também posso vencer como treinador.

Muito se especulou sobre outros treinadores no Penarol, mesmo após o anúncio de que você seria o técnico. Isso mexeu com você de alguma forma?

De maneira alguma. Não me abalo com isso. A diretoria acredita no meu trabalho. Se não fosse assim, não teriam me procurado. Se viesse o Lana ou o Paulo Morgado não haveria problema nenhum em trabalhar com eles. Se eles ainda vierem, serão bem vindos. Futebol é assim.

Como podemos descrever o Ronaldo Sperry treinador?

 Meu trabalho será igual ao que me tornou conhecido como preparador. Com humildade, trabalhando muito e de forma honesta. E respeitando a todos, acima de tudo. Isso é o que me motiva. Não tenho medo de trabalhar.

Seu relacionamento com os jogadores mudou nesta transição de preparador para treinador ?

A postura é diferente sim. Conversei com eles e o grupo aceitou. E quem não aceitar, pode ir embora. Quando o grupo se fecha e quer levantar ou derrubar um treinador, ele consegue. Excedo às vezes nos trabalhos, mais eles não reclamam e cumprem tudo.

Ainda pensa em reforços para a equipe?

Conversei com o presidente. Precisamos de laterais, zagueiros e mais um atacante. A diretoria, porém, está aguardando a definição sobre a Série D. Não dá para onerar a folha de pagamento. Um atacante estava certo para chegar, mas não pôde por causa disso. É melhor aguardar. Mais o principal, que é a base, nós temos.