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RAINHAS

Sexta finalista do ‘Peladão a Bordo’, Sandy Salum fala como vem inspirando mulheres

Ela entrou no concurso para salvar da eliminação um time de amigos, foi avançando de fase até entrar no reality show da TV A Crítica, onde fez história 29/12/2017 às 12:57
Show sandy
Foto: Herlan Pechar/Freelancer
Camila Leonel Manaus (AM)

“Pessoal falava: mana, faz carão e eu não sei fazer carão. Só sei fazer carinha. Tô todo tempo rindo, fazendo careta. Por isso saí em um monte de meme enquanto estava no iate”. Foi com essa declaração dada em meio às gargalhadas, que Sandy Salum iniciou a entrevista com o CRAQUE.  O exemplo vinha da ciência de ter um padrão físico e estético diferente das outras candidatas, mas o que poderia ser um problema para ela, virou uma motivação para seguir em frente no reality, Na primeira participação ela chegou entre as seis, sendo eliminada apenas na última semana. Se ela acreditava que chegaria tão longe e faria tanto sucesso? 

“Não. Eu não esperava que ia ser tão querida, que as pessoas teriam uma visão tão boa de mim. Eu sempre tive a consciência que ali não era um Reality pra mim porque e não sou padrão de beleza. Então eu pensei: vou entrar e vou contar a minha história”, conta. E a história da mulher de 36 anos que perdeu 52kg, venceu a depressão e começou a desfilar no carnaval inspirou outras mulheres e todo esse carinho está vindo em forma de mensagens.

“Assim que sai não consegui nem dormir. Muitas mulheres me procuraram. Saí um dia desses e teve uma que falou “a tua história de vida me inspirou muito. Vou voltar a malhar. Você me ajudou a acreditar que eu não sou feia. Coisa que eu sempre dizia no barco: que a gente não precisa de padrão de beleza para ser bonita. Então muitas mulheres, mas muita, não é pouca vieram atrás de mim. Meu inbox não para. Tem umas 450 mensagens que eu não sei nem como vou responder”, conta.

Após  reality, o foco de Sandy é o carnaval, que acontece no começo de fevereiro. A rainha do time Castelo Forte também pretende terminar a faculdade de gastronomia. 

“Vou aproveitar essa visibilidade do carnaval. Tentar terminar minha faculdade de gastronomia. Trabalho e estudo, trabalho e estudo e carnaval, que vai ser agora dia 10 de fevereiro e em 2018 é foco no trabalho e aproveitar essa visibilidade justamente para mostrar o meu trabalho”, disse Sandy, que recebe encomendas para fazer comidas saudáveis. “Eu trabalho de domingo a domingo desde a hora que eu acordo até acabar a minha encomenda. Eu trabalho em casa então não tem hora para acabar porque eu amo o que eu faço, Chego a trabalhar 16h por dia”, contou.

Sem acreditar

Chamada para ajudar o time do Castelo Forte, Sandy entrou apenas para que a equipe não fosse eliminada na abertura. Ela foi passando de fase até ser chamada para entrar no barco e ela garante que até o dia de vir para a tv não acreditava que pudesse entrar. “Eu fui como se fosse brincadeira. Eu até dizia: o barco que eu vou é o do Roberto Carlos. E o pessoal ficava fazendo piada. Quando apareceu meu nome no jornal e o pessoal começou a creditar  eu parei de fazer piada”, disse Sandy, que pediu para a mãe esperá-la na frente da tv no dia que foram conhecida as candidatas que entrariam no Iate.

“Eu pedi para a minha mãe vir me deixar e ficar me esperando porque eu não achava que fosse entrar. Aí ela falou. Vou esperar não. Você volta de Uber. Ou seja, nem ela tava acreditando muito que eu ia entrar também”, diverte-se.

A descrença era tanta que ela conta que arrumou a mala em tempo recorde “Fui pegando o que eu achava no armário por isso minhas roupas eram tudo fulerada. Não levei maquiagem, não levei sapato alto. Foram as meninas que me ajudaram com isso no programa porque eu não levei. Fiz a mala por fazer”, relembra Sandy que não achou que fosse durar muito tempo. “Achei que fosse sair na primeira semana porque meu padrão era diferente. Eu saí da minha zona de conforto”.

Três perguntas para Sandy

>> Qual foi a maior lição que você aprendeu durante o concurso?
R: Que sou bonita. Não importa o que digam. Eu sou uma mulher bonita de dentro pra fora. Porque a gente fica, ah será que eu sou bonita? Não, você é. Olha só onde eu vim parar e consegui essa repercussão toda e eu tenho certeza que a maior repercussão não foi pela beleza externa. É o tipo de mulher que eu sou. Passei anos sendo rejeitada, tentando agradar os outros então agora vou ser do jeito que eu sou.

>> Durante o reality, você ficou marcada como aquela “mãezona”. Você é assim no dia-a-dia?
R: Isso é uma coisa minha. Meus amigos dizem que eu sou a mãe deles. Acho que é porque eu fui mãe solteira e cuidava deles sozinhos.  As pessoas que chegam perto de mim eu acabo acolhendo mesmo, não tem jeito. É assim aqui fora  também. Então acho que é o meu instinto maternal mesmo. E por eu ver que as meninas eram mais novas também a gente, vem cá que eu te ajudo. 

>> Você acha que seu exemplo pode inspirar outras rainhas?
R: Eu tenho toda certeza que ano que vem o nível do concurso vai elevar muito porque você chega num padrão a partir do momento que é aceito eles vão querer manter um padrão. Acho que não só eu, como a Patrícia, a Erika que eram meninas que estudam, têm faculdade, uma era policial. Tinham conteúdo. Não é beleza de foto ou só de passarela a beleza de uma rainha tem que ser completa.

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