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Sebrae pretende movimentar este ano R$ 50 milhões no AM

Presidente do Sebrae-AM diz que órgão investirá este ano no sentido de descentralizar mais os serviços que presta, buscando instalar quatro novos postos em municípios do interior do Estado 18/01/2012 às 10:41
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Empreendedores da capital e do interior poderão ser contemplados com investimentos do Sebrae
CIMONE BARROS Manaus

O Serviço de Apoio às micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM) priorizou para este ano a expansão do atendimento, na capital e no interior, com vistas a aumentar a formalização.

A instituição comprou três veículos, que vão atuar como escritórios itinerantes, e pretende construir quatro postos no interior, onde já possui sedes alugadas: Manacapuru, Itacoatiara, Coari e Tabatinga.

Em 2012, o Sebrae pretende movimentar R$ 50 milhões, sendo R$ 37 milhões oriundos da contribuição social repassada pelo Sebrae nacional. Acompanhe a entrevista com o superintendente do Sebrae-AM, Nelson Rocha.

Quais os principais projetos do Sebrae-AM para 2012?

Priorizamos o atendimento do Sebrae, a expansão. Compramos três doblôs ano passado que atuam como verdadeiros escritórios. Nelas, levamos informação e orientação à população. Elas vinham trabalhando por demanda e agora, a partir de março, vão trabalhar em cima do nosso agendamento, programação, nos bairros de Manaus e da Região Metropolitana de Manaus, mais precisamente onde é possível chegar por estrada. Depois da abertura da ponte, por exemplo, ela já foi para o Iranduba, foi também para a Feira Agropecuária.

O que o empreendedor pode encontrar nesses veículos?

Eles são balcão de atendimento. Na doblô vai o pessoal atendimento e um consultor. Eles vão com a função de orientar e falar sobre formalização, empreendedor individual (pessoa que trabalha por conta própria e fatura até R$ 60 mil por mês com o negócio). Existe muita informalidade, muitas vezes, porque as pessoas desconhecem as vantagens da formalização, da cobertura previdenciária, do crédito com juros mais baratos.

E para o interior?

Teremos a construção de pequenas sedes do Sebrae em Manacapuru, Itacoatiara, Coari e Tabatinga, municípios nos quais as prefeituras nos doaram terrenos, como contrapartida. Hoje já temos postos nesses locais, mas funcionam em sedes alugadas. E cada nova sede será padrão e terá três salas de aula com capacidade para 50 alunos e uma frente de atendimento para seis ilhas. O custo de cada uma está estimado em R$ 800 mil.

Atualmente qual a estrutura do Sebrae no interior?

Temos seis postos no interior, todos alugados. Em quatro, conseguimos terreno e vamos construir. Esperamos entregar duas este ano e duas no ano que vem. Aí temos também em Tefé e Parintins que não conseguimos doação. Hoje eles têm atendimento similar ao de Manaus, porém como não temos professores e consultores de imediato, fazemos agendamento de palestras e cursos.

Como o Sebrae vai atuar no projeto Território da Cidadania, lançado pelo governo federal em 2008, com o envolvimento de 22 ministérios, com o objetivo de trabalhar com inclusão produtiva, infraestrutura e acesso à cidadania?

O Sebrae no Amazonas vai atuar em seis territórios e 41 municípios. O foco é trabalhar as compras governamentais, regulamentação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa; falar de gestão, de formalização. E para isso, vou precisar de consultores e daqui a duas semanas vamos lançar processo seletivo para contratar funcionários nos municípios polo para atuar no projeto e também aqui na sede. Faremos credenciamento de consultores. Queremos mostrar que é possível o empresário do interior vender para o gestor local. Isso gera riqueza e oportunidades.

O Sebrae realizou o censo empresarial de Manaus e de Itacoatiara. Este ano sai o projeto de fechar a Região Metropolitana de Manaus?

 Esse é um produto de interesse do Sebrae, da prefeitura e do estado. Fechamos com Presidente Figueiredo e estamos fechando com Rio Preto da Eva e vou voltar a conversar com Manacapuru, já que lá mudou de prefeito. Esse é um projeto que depende de contrapartida de 20% a 25% dos municípios e algumas prefeituras ainda não entenderam a importância da ferramenta para a tomada de decisão, para o planejamento de políticas públicas.

Qual o orçamento do Sebrae para este ano?

Projetamos R$ 50 milhões, em 2012. Nossa contribuição social repassada pelo Sebrae é de R$ 37 milhões e os outros R$ 13 milhões virão através de convênios com prefeituras, governo do estado, na iniciativa privada, federações. O recurso é usado para a folha de pagamento (hoje são 138 servidores), custeio e investimento fixo (software, computador, móveis). Mas no caso das novas sedes eu vou pedir um adicional. Ano passado, a nossa contribuição foi de R$ 35 milhões.

O que ficou pendente para fechar este ano?

Precisamos ter a Lei Geral regulamenta nos 62 municípios. Mas isso não é simples. Hoje só o Mato Grosso conseguiu atingir todo o Estado. Ano passado, precisávamos alcançar 28 municípios do estado e fechamos 46. E nós temos que regulamentar, até porque fechamos um convênio com o Tribunal de Constas do Estado para que ele nos ajude nas diligências dos municípios. A lei geral fala de compras públicas e é inadmissível o gestor não priorizar a empresa local. Se alguns municípios ainda não regulamentaram a Lei, como vamos falar em compras públicas?

Quais os municípios não regulamentaram e por quê?

Ainda não sabemos os motivos ao certo, tendo em vista que esse é um processo de ganha-ganha, não precisa gastar nada. Acho que falta entendimento por parte deles. Falta regulamentar a lei geral em: Alvarães, Beruri, Boa Vista do Ramos, Careiro da Várzea, Carauari, Codajás, Guajará, Ipixuna, Maraã, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, São Gabriel da Cachoeira, Silves e Tapauá.