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Secretário do Ministério do Esporte aponta atraso em Manaus

Segundo Fernandes, o relatório final sobre irregularidades em contratos com ONGs deve ser entregue à CGU (Controladoria Geral da União) no dia 29 deste mês. 25/01/2012 às 18:38
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Novo secretário assume alertando Manaus
Camila Campanerut e Vinicius Konchinski / UOL Brasília e São Paulo

O novo secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, assumiu nesta quarta-feira seu posto no governo e já anunciou mudanças na organização da Copa e Olimpíada. Fernandes, que já trabalhou no Ministério da Ciência e Tecnologia, será agora o responsável pela preparação do Brasil para a os dois grandes eventos esportivos que acontecerão no país.

Ao tomar posse numa cerimônia realizada no próprio Ministério do Esporte, Fernandes anunciou a transferência da organização da Copa de 2014 e Olimpíada de 2016 para sua secretaria. Aproveitou também para chamar a atenção de Manaus para o andamento das obras do estádio da cidade.

“O relatório da Fifa aponta que haveria dois estádios que mereceriam uma atenção maior”, disse ele, após a cerimônia de sua posse. “Natal, em primeiro lugar – que precisaria de uma atenção maior – e Manaus.”

Em visita ao Brasil na semana passada, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Vaclke, alertou Natal sobre os atrasos, mas não falou sobre Manaus. Esta é a primeira vez que a capital do Amazonas é citada como motivo de preocupação pelo ritmo de sua preparação.

Fernandes declarou, porém, que confia na preparação do Brasil para o Mundial de 2014. “Está tudo dentro do cronograma, capaz de ser resolvido e atendido por políticas públicas no tempo necessário”, afirmou.

O novo secretário anunciou também a criação de um grupo temático para inovação e de uma assessoria para coordenação dos dois eventos esportivos. Eugenius Kaszkurewicz assume essa assessoria.

Fernandes ainda disse que o programa Segundo Tempo será reestruturado. Ele disse que as ONGs não vão mais coordenar ações da iniciativa.

Nesta semana, o UOL Esporte revelou que um convênio do ministério com uma ONG está sob investigação. Os R$ 2,4 milhões transferidos ao Instituto Cidade, de Juiz de Fora (MG), sumiram da conta da entidade sem que os serviços contratados fossem prestados.

Em meio a essa e outras denúncias envolvendo o ministério, Fernandes prometeu eficiência e respeito à lei. “É possível combinar aumento de eficiência na gestão com o estrito cumprimento da legalidade desde que haja uma postura de abertura dos problemas a serem enfrentados”, defendeu o novo secretário.