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Esportes
Elefante branco?

Secretário revela que Arena deve receber mais jogos nacionais ainda este ano

Segundo Fabrício Lima agenda cheia é parte de um plano para dinamizar o uso do espaço, hoje gerido diretamente pelo Governo do Amazonas 23/04/2016 às 14:19 - Atualizado em 23/04/2016 às 14:20
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Fabricio assumiu a secretaria de Juventude, Esporte e Lazer em fevereiro. Foto: Mauro Neto/ Sejel
Lucas Jardim Manaus

Prestes a receber o clássico Flamengo x Vasco, em uma partida que já promete quebrar o recorde de público do estádio, a Arena da Amazônia não dá nenhum sinal de diminuir o ritmo. Mais jogos com times nacionais e internacionais, bem como festas e feiras, são alguns dos eventos que devem movimentá-la ainda este ano.

Fabricio Lima, à frente da Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), declarou que a agenda cheia é parte de um plano para dinamizar o uso do espaço, hoje gerido diretamente pelo Governo do Amazonas.

“(Os jogos) são coisas simples, mas inovadoras, pois não estavam acontecendo... É engraçado que, nessa última semana, ninguém mais chamou a Arena de elefante branco. Ela é uma arena linda, funcional e pode receber grandes jogos. Eu não tenho dúvida que, a médio e longo prazo, vamos fazer isso com times locais”, disse.

Outros eventosAs boas experiências com os times cariocas já fizeram clubes mineiros, paulistas e paranaenses entrarem em contato com a Sejel para organizar jogos no estádio amazonense. Além disso, o futebol feminino pode voltar a encantar o gramado do local.

“Nós tivemos Iranduba x Corinthians e batemos o recorde de público da história do Campeonato Brasileiro Feminino. Com o jogo, Flamengo x Iranduba, nós batemos o recorde de média de público da história do futebol brasileiro feminino. O primeiro deu 10 mil pessoas, o segundo deu sete mil. Agora, querem fazer as finais de todas as categorias do futebol feminino aqui”, disse Fabricio.

O responsável pela Sejel reiterou sua intenção de alugar o espaço para casamentos, aniversários e outros eventos, em um molde que, segundo ele, já é feito em outros estádios. “Nas arenas de São Paulo, isso já acontece. Várias empresas contratam esses espaços para confraternizações de fim de ano por lá, por exemplo. Eu já baixei os valores de aluguel da Arena Amadeu Teixeira e do setor Pódio da Arena e estou tentando chegar num valor justo para o estádio”, comentou.

Manutenção da Arena
Segundo Fabricio, sendo utilizada ou não, a Arena gera um custo de manutenção de cerca de R$ 800 mil por mês. “A gente crê que vamos arrecadar cerca de R$ 700 mil esse mês, ou seja, estamos quase chegando nesse valor. Além disso, (os eventos) valem pelo que os empregos diretos e indiretos gerados, nossos hotéis sendo ocupados, camisetas e bugigangas sendo vendidas”, explicou.

O secretário detalhou que, no atual modelo de gestão, 10% da renda bruta dos jogos são revertidos para o Estado, o que, nos últimos dois jogos, girou em torno dos R$ 210 mil e dos R$ 400 mil, respectivamente. Esses valores devem ser revertidos como investimento para o futebol local, através do fundo do esporte da Sejel.

Nesse modelo, só quem paga pelo uso da Arena são os times de fora do Estado, enquanto os locais, ao invés de fazerem isso, arcam com os custos do quadro móvel do estádio. “(Assim), a gente tira dinheiro para quem tem condições de pagar e abre a exceção para os clubes daqui”, afirmou o secretário.

Mais jogos em Manaus
O chefe da Sejel confirmou pelo menos quatro jogos do Vasco pela Série B do Brasileirão, e pelo menos doze da Série A envolvendo Vasco, Flamengo, Botafogo e Fluminense. A final do Campeonato Amazonense de Juniores deste ano também pode acontecer por lá.

“Estou conversando com o pessoal da (Associação Brasileira de Bares de Restaurantes) Abrasel para fazer uma feira gastronômica no setor Pódio e meu próximo projeto são visitas guiadas, a um preço simbólico, para que as pessoas possam conhecer os vestiários, conhecer como funciona a Arena, como é feito no Maracanã. A ideia é ter guias mirins fazendo esse trabalho”, concluiu.

Parceria com o JapãoO secretário Fabrício Lima adiantou que uma parceria com o Japão, através da Mizuno, que é patrocinadora das Olimpíadas que acontecerão no País oriental em 2020, deve criar um intercâmbio esportivo, com a empresa de calçados cedendo chuteiras para as categorias de base do Amazonas.