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Sem revelar jogadores para o clássico, São Raimundo e Sul América fazem mistérios

Treinadores optaram por não revelar escalações para o clássico Galo-Preto, que será realizado no estádio Gilberto Mestrinho, em Manacapuru 28/02/2013 às 14:23
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Sul América e São Raimundo dividiram a Colina para realizar treinamentos
Bruno Tadeu Manaus (AM)

Como sugerem a história e a própria alcunha do confronto, vale tudo para ganhar o clássico Galo-Preto. Dos “rituais” no esquema tático para suprir ausências inesperadas ao mistério em relação às equipes que vão começar jogando, Sul América e São Raimundo entraram no clima do folclórico duelo, que desta vez acontecerá no Estádio Gilberto Mestrinho, em Manacapuru (a 84 quilômetros a oeste de Manaus), às 15h30 de hoje.

Na véspera do clássico, não foi encontrado nenhum galo preto morto com o nome de um dos times no bairro Glória, como conta o mito, mas se serve de recado para o Trem da Colina, o Tufão foi responsável por atacar uma ave com essas características na última quinta-feira. Na ocasião, o São Raimundo derrotou o Rio Negro por 1 a 0 na estreia.

Mesmo sendo estreante no futebol do Amazonas, o técnico do Tufão, Eduardo Clara, garante que está bem informado sobre a importância do clássico. “A gente sabe que são dois clubes do mesmo bairro. Acho que isso faz com que o jogo se torne mais atrativo. O clássico tem sempre um nervosismo a mais em todo o Brasil, aquela pegada a mais, o que chega a ser natural”, comentou.

Para se sair vitorioso, o treinador preferiu economizar a energia dos jogadores nos últimos treinos. Isso porque o São Raimundo entrará em campo hoje pela terceira vez em sete dias. “Sem dúvida, jogar três jogos em uma semana é difícil, mas é a tabela que nós temos. O elenco não tem o que treinar, apenas descansamos os jogadores para esses três jogos. O trabalho fica prejudicado”, reclamou Clara, que prefere não revelar o time titular.

Trem diferente Com a mesma estratégia de manter o mistério está o técnico do Sulão, Oscar Conrado. Ele, porém, adiantou que o time terá uma mudança em cada setor. A apatia do time no segundo tempo do jogo contra o Nacional irritou o treinador, que promoveu mudanças para evitar uma eliminação precoce hoje.

“O tempo foi curto para grandes mudanças, foram três, mas a principal é a atitude. O time precisa de mais atenção, responsabilidade e, principalmente, se manter ligado aos 90 minutos”, avalia Conrado, que viajou ontem com o elenco para Manacapuru. Desde então, o elenco está em concentração total para o jogo.

O treinador explicou que as substituições foram mínimas e criteriosas, visto que o pouco tempo de competição não permite grandes mudanças. “Não tem tempo para deixar o jogador se adaptar. A pessoa que entrar tem que aproveitar ao máximo a oportunidade. Infelizmente é isso”, reconheceu Conrado, que perdeu as contas de quantos clássicos desse ele disputou. “São muitas histórias, com vitórias e derrotas”, resumiu.