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Sexo frágil? Mulheres vão à luta nas academias de Manaus

Muay-thai, jiu-jítsu e boxe estão na rotina de treinamento, sem perder a feminilidade e, de quebra, ainda ajudando a manter a forma 14/07/2012 às 15:49
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Sem perder a ternura, mulheres vão à luta nas academias
Aline Cabral Manaus

Quem acha que mulher só serve para ser ring girl no MMA está redondamente enganado. Um grupo de mulheres, em Manaus, resolveu tomar parte nas academias e, literalmente, ir à luta. Muay-thai, jiu-jítsu e boxe estão na rotina de treinamento, sem perder a feminilidade e, de quebra, ainda ajudando a manter a forma.

A fisioterapeuta Bruna dos Santos Freire, 27, começou as aulas de MMA há quatro meses. Ela conta que conheceu a arte pela televisão, mas só se interessou mesmo quando atletas foram se consultar na sua clínica. “Eu pesquisei sobre os benefícios da luta, após alguns atletas terem me contado sobre o esporte. Daí comecei a treinar ao longo desse período e vi que ganhei mais resistência física e além de tudo a atividade deixou o meu corpo em forma”.

As alunas de MMA da academia Asle, Aleixo, enfrentam o mesmo treinamento pesado, com confrontos e até o levantamento de pneus. E garantem que, ao contrário do que podem pensar os menos entendidos, as lutas não as deixam menos delicadas.

“A feminilidade é natural, e a mulher continua mulher onde ela estiver e sempre encontra um jeitinho pra deixar a luta mais bonita, seja colocando um batom antes dos treinos ou escolhendo um conjuntinho de malhar combinando”, disse a modelo Jéssica Silva.

Suando a camisa nas aulas da MMA, a mulherada chega a queimar em uma hora de aula 1.400 calorias.

Para o professor Renato Souza, os benefícios combinados com os treinos ajudam a tonificar os músculos. “Quando elas sabem que dá pra gastar tudo isso somente em uma hora de aula, as mulheres ficam fascinadas e atraídas pelo esporte, pois dá para manter uma vida saudável e ainda ficar sequinha. Outra vantagem é que o MMA combina com diversos tipos de lutas marciais e mobiliza o corpo todo”, conta o professor.

E o MMA também é um esporte de família. Silvana Santos, 48, foi acostumada a levar seus filhos para treinar e cansou de ficar só nos banquinhos. Ela é mãe de Gregory Rodrigues, o Príncipe das Arábias, duas vezes campeão mundial em Abu Dhabi, atual campeão nos Estados Unidos e oito vezes campeão amazonense. “Recebi o incentivo do filho, e estou há dois anos praticando o esporte. Meu marido também me dá maior força e o bom é que, apesar das lutas, chutes e pegadas, consigo me manter sempre feminina e destacar o que há de melhor nos rings”, completou a mais experiente da ala feminina de MMA.