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Esportes
ORDEM NO PELADÃO

Comissão disciplinar do Peladão: entenda o papel dela para o campeonato

Quando acontece confusão ou quando algum time se sente prejudicado numa partida, a Comissão Disciplinar do Peladão entra em cena para julgar o caso. 16/02/2018 às 09:00 - Atualizado em 16/02/2018 às 18:02
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Comissão se reúne para julgar os protestos abertos pelos times do Peladão, e ajudam a garantir a justiça no futebol peladeiro. (Fotos: Antônio Lima)
Jéssica Santos Manaus -AM

Sabe quando acontece um ato indisciplinar ou uma confusão que influencia no resultado de uma partida, ou quando alguma equipe se sente injustiçada por situação dentro de campo? Quando coisas assim acontecem, o time protesta para a Comissão Disciplinar do Peladão do lado de fora das quatro linhas. Os protestos do Peladão são, então, julgados na sede do Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas, pela Comissão que é composta por nove membros - que sabem tudo de futebol, como explica o Presidente da Comissão, Dr. Edson Rosas.

“Eu sou o presidente da Comissão e também do Tribunal de Justiça do Futebol do Amazonas. A Comissão também é composta por membros das várias comissões disciplinares e por membros do Pleno do Tribunal. Já tem uns dois anos que a Comissão se reúne nas instalações do Tribunal de Justiça Desportiva, mas, na verdade, estamos nisso há mais de 30 anos, nos últimos dois anos é que passamos a utilizar o Tribunal e seus membros. Inclusive, o procurador disciplinar do Peladão é o procurador geral da Justiça Desportiva de futebol do Amazonas, então, a Comissão é composta por pessoas que têm conhecimento nessa área”, enfatiza Edson.

Campeonato único

Para Edson, julgar os protestos do Peladão é algo enriquecedor. “Tem sido muito bacana, inclusive para a vida profissional de todos nós porque o Peladão não tem os prazos estabelecidos pela Justiça Desportiva. No Peladão, você recebe o protesto, tem que decidir naquele momento, através de provas, testemunhas, e não existe perícia, não existe prazo. Você tem que decidir naquele dia porque a competição já continua no próximo final de semana”, explica.

Por ser um campeonato amador, o Peladão possui regras próprias, mas fundamentadas, como explica Edson. “O Peladão é uma competição muito especial, inclusive, possui um código disciplinar específico, com base, inclusive, no CBJD, que é o Código do futebol e do desporto, mas foi feito especificamente para o Peladão, com as suas nuances, com as suas características”.

Como os membros da Comissão gostam de futebol e, também, de se reunir para avaliar os casos dos jogos, acabam aguardando com ansiedade para a próxima sessão. “Os membros da Comissão ficam animados, sempre me perguntam se há julgamento, e as sessões têm sido muito gratificantes”, disse Edson.

Times instruidos

Se antes as equipes se preparavam para o Peladão indo em busca de jogadores nos campinhos dos bairros de Manaus, fazendo convites a craques peladeiros e buscando patrocínios, hoje os times fazem tudo isso e muito mais, como, por exemplo, habilitarem-se para encarar a Comissão Disciplinar com respaldo, se for preciso. É o que explica Edson Rosas.

“É muito interessante, no sentido de que os clubes a cada ano vêm se preparando mais, ou seja, com vídeos, com provas, fotos, testemunhas, e estão trazendo também advogados para fazer as defesas, o que tem engrandecido e ajudado nas decisões que tomamos. Isso é muito bom porque transforma o julgamento numa decisão técnica. Eles vêm com os protestos bem elaborados, com os argumentos”, afirma.

Após todos os procedimentos da Comissão Disciplinar do Peladão, ela toma a decisão, que deve ser respeitada por todos. “Isso é o mais importante. “Somos instância única, não há ninguém acima da gente, então, todas as nossas decisões são cumpridas, o que ficar decidido, não só a coordenação, mas a direção do jornal (A crítica) segue, não há modificação; isso é muito importante porque dá garantia à competição”, conclui.

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