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Poliesportivo, Slackline, Amazonaslackline

Slackline mobiliza adeptos da prática em Manaus

Esporte alternativo foi trazido para a cidade em agosto do ano passado pelo biólogo Guilherme Cal, que fundou o time Amazonslackline 20/05/2012 às 16:50
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Praticantes estão de bem com a mente e com o corpo
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

Modalidade na qual o praticante se equilibra e arrisca saltos e posições sobre uma fita flexível horizontal amarrada a duas bases fixas, o slackline (linha folgada) começa a mobilizar um número cada vez maior de adeptos em Manaus.

A nova mania de esporte alternativo foi trazida para a cidade em agosto do ano passado pelo biólogo Guilherme Cal, 24, que fundou o time Amazonslackline, hoje, com sete membros num nível técnico mais evoluído na arte de fazer piruetas sobre a fita e também com a função de divulgar a prática e organizar os encontros.

“Não tem segredo: basta ter vontade de aprender, comprar uma fita ou até andar na do colega e treinar bastante, pois a evolução técnica depende de muito treino”, convida Cal, que criou uma página no Facebook: www.facebook.com/amazonslackline, para realizar eventos e encontros em locais ao ar livre da capital, entre os quais, praças públicas, parques, centros sociais.

“Em pouco mais de um mês no Facebook, 220 pessoas curtiram o amazonslackline. Hoje, 150 pessoas já fazem parte do grupo”, explica o pioneiro local do slackline.

O lado bom da fita
O slackline pode ser praticado por pessoas entre 5 e 80 anos. As técnicas de equilíbrio e manobras favorecem a coordenação motora, músculos do corpo inteiro, além de possibilitar respostas rápidas em situações-limite do dia a dia.

Diversão na corda bamba
O slackline iniciou-se em meados da década de 1980 nos campos de escalada e montanhismo do Vale de Yosemite, nos EUA. Os praticantes passavam semanas acampados em busca de novas vias de escalada e nos tempos vagos, esticavam as suas fitas para se equilibrar e caminhar. A modalidade, também conhecida como corda bamba, pode ser comparada ao cabo de aço usado por artistas circenses, porém sua flexibilidade permite criar saltos e manobras diferentes.

Há duas marcas conhecidas do mundo fabricantes de fitas com qualidade, a Gibbon e a Elefant, que proporcionaram a divulgação da modalidade. Com apenas uma catraca de tensão e fita de 15 metros de comprimento e 50 milímetros de largura, facilita a montagem sem precisar de nenhum equipamento adicional.

“Apenas o kit de slackline e um par de árvores e você já está pronto para praticar”, reforça o também biólogo Andre Luiz da Silva. 24.

O slackline é indicado para todas as idades. Desde crianças a partir de 5 anos a adultos com 80 anos. Muitos escaladores, skatistas e surfistas praticam o slackline como uma forma de aprimorar seu esporte de origem, já que os movimentos e músculos usados são semelhantes aos realizados no slackline.

Adesão universitária
Em Manaus, o slackline reúne um público específico, em nível universitários ou profissionais autônomos, que costumam praticar o esporte ouvindo música (sobretudo o rap, montando suas fitas em cenários naturais).

“Quem pratica o slackline aprecia e cuida bem do meio ambiente. A música serve para ajudar na concentração e inspiração para o movimento que será executado”, afirma o universitário de engenharia ambiental, Nil Nepomuceno, 25.

As principais formas de ancoragem são: trickline: manobras rápidas e pulos curtos em fitas baixas; waterline: manobras sobre rios, lagos e cachoeiras; highline: superfícies acima de cinco metros de altura; Longline: superfícies com fitas mais longas.

As manobras mais conhecidas são: buttbounce: sentar na fita em várias posições; chestbounce: impulsionar com o peito; backbounce: usar as costas para impulsionar.

“Os benefícios são inúmeros tanto para a cabeça quanto para o corpo” Felipe Calderon, veterinário que aderiu à prática e hoje é um dos mais astutos do grupo.