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Esportes
FORÇA ESPORTIVA

Sob sol e chuva, atletas mostraram raça e habilidade nas Olimpíadas na Floresta

Competidores que participaram das Olimpíadas na Floresta enfrentaram disputas que vão desde o atletismo e futebol até a corrida no saco 19/03/2017 às 15:05 - Atualizado em 19/03/2017 às 17:06
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Gol do título e comemoração estilosa no ouro olímpico do futebol masculino de 7 a 12 anos (Foto: Clóvis Miranda)
Camila Leonel Manaus (AM)

É esporte, mas para eles é uma brincadeira, uma forma de passar o tempo, de socializar. E foi por causa do esporte que crianças e adolescentes saíram de suas comunidades e se reuniram durante o fim de semana para as Olimpíadas na Floresta. Competições que eles já viram na televisão acontecendo no “quintal” de casa e eles como protagonista. Todos uniformizados, preparados e ansiosos para o início das sete modalidades.

O sábado (11), primeiro dia de competição começou veloz com as provas de corrida de 100 metros e corrida de saco e entre os rápidos, existiam os mais rápidos, como foi o caso de Claudecir da Silva de Almeida, 12, do polo Belo Monte, vencedor na corrida de 100m de 7 a 12 anos.  Na comemoração a torcida o chamava de Bolt, mas diferente do Usain Bolt jamaicano, o amazonense não era de muitas palavras. Perguntado se sabia quem era Bolt, ele apenas respondeu “é um homem que corre”.

Claudecir disse que não treinou muito para a Olimpíada e nem precisava, já que velocidade parece ser algo que está no sangue da família Almeida. A irmã dele, Rosileni, 16, ganhou a prova feminina de 13 a 17 anos, e o irmão Paulo Vitor, 11, foi ouro na corrida de saco de 7 a 12 anos. “Eu torci muito pelos meus irmãos e estou feliz porque ganhei”, disse Paulo Vitor.

Mas apesar da vitória, outros sentiam quando não conseguiam chegar à linha de chegada em primeiro. Foi o caso de Kaliandro Souza, 8, do Polo São Paulo do Coraci, que chorou por não conseguir chegar ao fim da corrida de saco de 7 a 12 anos. Por pouco, ele não venceu os 100 metros e na segunda prova, ficou pelo meio do caminho. Entre lágrimas, ele justificava o choro “Eu tô chorando porque nunca ganhei nada. Treinei muito, mas não consegui ganhar”.

A maioria dos competidores disputou pelo menos quatro modalidades debaixo de sol e chuva durante o sábado e o domingo. Muitos dos que correram em direção à linha de chegada de manhã, à tarde estava correndo atrás de uma bola ou no campo Pererão, ou no Pererinha. Os pés descalços – já que a regra determinava que não se podia jogar calçado – disputavam a bola, e balançavam as redes.  O campeão da categoria de 7 a 12 no futebol masculino foi uma união de três polos: Ubim, Vila Nova e Calafate, 6 a 0 contra o time de São Paulo do Ipecaçu, destes, três gols foram marcados por José.

“Tô muito feliz. Foi um jogo muito bom e disputado. A gente se divertiu e gostei de participar dessa Olimpíada aqui”. O camisa 6, Vitor marcou dois gols e saiu comemorando fazendo corações com as maõs. “Comemorei com os corações porque uma amiga minha pediu. Não esperava que a gente fosse fazer tanto gol. Tô me sentindo muito feliz”, concluiu.

Entre as meninas, destaque para Larissa Feitosa Araújo, 11, do pólo Várzea Alegre. A estreia do time foi sob muita chuva, mas mesmo com tanta água, ela conseguiu brilhar. Marcou cinco gols, dois de cabeça e três com os pés. “Jogo desde que tinha seis anos porque meu pai me levava para jogar com ele e os meus irmãos”, disse a menina que é fã de Cristiano Ronaldo. “Eu gosto do Cristiano Ronaldo porque ele ginga, mas eu ainda não consigo jogar que nem ele”. Para o pai dela, Hudson Araújo, o orgulho de ver a filha jogar, que foi artilheira entre as meninas, é grande. “Pra gente é gratificante ver um filho assim. É um orgulho grande. É difícil uma bola que jogue pra ela que ela não coloque pro fundo da rede”.

Mas mesmo com uma “Marta” em campo, o time de Várzea Alegre ficou com a prata após perder a final para a equipe de São João por 2 a 0. O pólo conquistou ouro nas duas categorias femininas, de 7 a 12 e de 13 a 17, ao vencer Nova Olinda em um campo enlameado após as fortes chuvas que caíram durante todo o fim de semana. O motivo da hegemonia: incentivo.

“Os adolescentes têm que ser incentivados pelo esporte e é importante na vida do adolescente, no meu caso das meninas, o incentivo que eu dou pra eles. Elas estão sempe no campo jogando e é uma vitória muito grande vitória, ainda pra gente”, disse a técnica dos times femininos Joicilene Paes.

Uma medalha em uma Olimpíada servia para acalentar os sonhos dos meninos e meninas que queriam ser Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, e que durante os 20 minutos de partida foram heróis e craques.

Medalhas no Tiro com Arco

O primeiro, já é acostumado com com a arte de atirar flechas por usa a técnica para pescar. “Eu uso para flechar peixe há três anos isso. Meu pai me ensinou a pegar peixe assim”, disse o jovem que garante ter mais facilidade para acertar peixes do que o alvo.

Já para Karine, ela precisou de um tiro para ganhar o ouro, já que não houve outras inscritas na modalidade. E a flechada do título foi a primeira da vida dela.