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Sula, o craque que deixou o Sul América pra brilhar no Nacional

Destaque no Trem da Colina, o volante mudou de posição por a caso pra marcar seu nome na história do Leão da Vila Municipal 17/12/2017 às 21:47 - Atualizado em 17/12/2017 às 21:50
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Sula foi tetracampeão amazonense com a camisa do Nacional (Foto: Herlan Glória)
Denir Simplício Manaus (AM)

Muitos jogadores só se descobrem gênios da bola  quando mudam de time. É mais ou menos essa a história de Alberto Corrêa Lima, o Sula, que se destacou no Sul América - chegando até a Seleção Amazonense - mais foi  brilhar mesmo com a camisa do Nacional.

No terceiro capítulo da série “Por onde anda o meu Craque”, vamos contar a história do volante que virou zagueiro quase sem querer e marcou seu nome na eternidade do futebol baré.

Rei no Leão

Apaixonado pelo Leão da Vila, Sula nasceu Sulão. O apelido não nega e ele explica a origem do epiteto. “Minha família ajudou a fundar o Sul América. Quando nascia um filho de um membro saído do São Raimundo, e eu fui um dos primeiros a nascer, colocaram logo o apelido de Sulinha. Depois, já no futebol, virei Sula e não saiu mais”, comenta o ex-jogador lembrando que o Sul América foi formado por ex-atletas do  São Raimundo.

Surgido na época do amadorismo, Sula jamais ergueu uma taça com a camisa do Trem da Colina. No entanto, o ex-craque ganhou a  glória  no Nacional, onde foi campeão amazonense em 1963, 1964, 1968 e 1969. “Além de ter sido campeão nesses anos todos, ainda fui vice em 1965/66/67 e escolhido o craque do campeonato em muitos desses anos”, relembra Sula que revela ter pendurado as chuteiras no momento certo da carreira. 

“Parei de jogar aos 34 anos, senti que meu corpo pesando e resolvi parar. Pensei comigo: se der continuidade, essa torcida que me aplaude, me abraça e me acompanhava nos treinos todos os dias, poderia me jogar no fundo do poço. Isso pode acontecer com qualquer atleta e pra evitar esse tipo de coisa e ficar marcado eu preferi parar”, recorda o ex-zagueiro afirmando que ainda tinha muita lenha pra queimar. “Aguentaria facilmente mais três anos, mas eu tinha meu emprego e esposa e era melhor dar oportunidade a outros atletas”, disse.

Hoje, aos 80 anos, Sula acompanha o futebol apenas pela TV, mas escolhe a dedo o que assitir. “Gosto muito de assistir um bom jogo de futebol. Vejo muito jogos do Barcelona, Real Madrid, os times da Alemanha e um ou dois da Itália. Na verdade, gosto de ver bons jogos”, revela o defensor que ajudou o Naça a bater o Grêmio Maringá, na final do Torneio Nacional diante de mais de 122 mil pessoas no Maracanã, no que até hoje é a maior conquista do clube.

Tranquilo e sorridente, Sula ainda dá seus passes, mas não no gramado e sim no salão de dança. “Gosto de ir ao Municipal e ao Zé Maria (Bar Casa do Terror). São os únicos lugares onde costume ir. Danço de tudo, o que não sou muito chegado é em tango, posso até dançar, mas não sei tanto”, brinca o ex-zagueiro sempre acompanhado da esposa, dona Deusarina.