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Tharcísio Anchieta: ‘É preciso incentivar a reciclagem no futsal’

Em entrevista exclusiva a A CRÍTICA, novo presidente da Federação Amazonense de Futebol de Salão fala sobre seus projetos à frente da entidade 15/02/2014 às 19:41
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Dirigente afirma que quer dar mais visibilidade às competições, principalmente na categoria adulta. Ele ficará no cargo até 2017
Antônio Barros Jr. Manaus (AM)

Sangue novo e nova filosofia. É assim, com disposição para o trabalho, que o novo presidente da Federação Amazonense de Futebol de Salão (FAFs), Tharcísio Anchieta, se descreve. Ele foi eleito no pleito do último dia 7 na federação para comandar a entidade máxima do futebol de salão amazonense no triênio 2014 a 2017. A presidência agora é formada por ele como presidente, e tem como 1º e 2º vice Ozanildo Silva e Iranildo Alves, respectivamente.

Após vencer a chapa da situação que estava à frente da entidade pouco mais de 15 anos, as ideias inovadoras de um curso (gratuitos) de atualização de árbitros e técnicos foi promessa de campanha. “É preciso incentivar a reciclagem para colher uma fruta lá na frente. Vamos fazer isso”, disse o novo mandatário.

Confira na íntegra o bate-papo com o novo homem forte do futsal amazonense.

Faz pouco mais de uma semana que você assumiu a FAFs. Como está a entidade?
Bom, primeiramente quero dizer que esta semana trabalhamos na transição administrativa da entidade. Me atualizei sobre as contas, os contratos, e também fiquei por dentro de quem são nossos parceiros. Nesse período de transição, identificamos o que tem em casa para depois tocar o barco.

Agora que estamos entendendo a real situação, temos até um contador que tem feito essa parte. O que é interessante é que a FAFs tinha publicado um calendário, então pegamos algo meio programado. Para não prejudicar os clubes, vamos seguir com as competições sub-13, sub-15 e sub-20 (amazonense de cada categoria). Essas três já estavam programadas e vamos mantê-las. Elas vão iniciar em abril, justamente porque estamos fazendo essa auditoria em março, vamos reunir todos os clubes para definir algumas situações dessas competições.

O que você pretende fazer para 2014 no futsal profissional?
Vamos explorar mais o potencial desta categoria. Queremos fazer competições mais interessantes, com participações de clubes de fora e convidados. Vamos fazer pelo menos três competições nesta categoria com vaga para a Taça Brasil e também para a Liga Norte. Queremos melhorar também as premiações, que é o que realmente importa.

O que você pensa sobre a atual situação da categoria de base da modalidade?
Posso dizer que vai melhorar com os nossos cursos. Para melhorar a base, é preciso melhorar o futsal como um todo. Mas isso só acontece se tivermos competições corretas. Por exemplo, no sub-9 e no sub-11. Segundo os teóricos, não dá para ter competições nesta modalidade. Não é para ser igual ao do adulto. Vamos ter o Campeonato Amazonense para manter a tradição, mas teremos competições adaptadas com quadra, trave e tempo de jogo; tudo adaptado.

A solução é essa?
Vamos adaptar melhor os atletas da base e assim eles vão crescer sabendo como realmente funcionam as coisas sem desmotivação. Isso vai fazer com que eles aprendam melhor tecnicamente e quando chegarem no adulto, teremos de novo o Amazonas entre os melhores. É demorado e é um trabalho a longo prazo. Alguém tinha que começar e nós vamos começar.

Assim como no futebol de campo, falta calendário para a modalidade?
Agora não mais. Queremos mais a participação dos adeptos. Antes, a principal competição era promovida por uma empresa e depois não tinha mais nada (além do campeonato amazonense). Agora não. Queremos pelo menos duas competições oficiais. Assim, os atletas federados e os clubes que pagam a anuidade e o treinador que monta a equipe terão atividade o ano todo. Agora a federação vai receber a anuidade e em troca dará uma competição maior, mais bem planejada e com maior visibilidade.