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TRIATHLON

Triatletas amazonenses invadem Maceió para disputar o 'Ironman 70.3', em Alagoas

Mais de 30 triatletas se prepararam para encarar 1.900 metros de natação, 90km de ciclismo e 21km de corrida 04/08/2017 às 16:23 - Atualizado em 05/08/2017 às 11:55
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Atletas da equipe Márcio Soares Sports estão em Maceió para o desafio deste domingo (Foto: Divulgação)
Jéssica Santos Manaus - AM

Neste domingo (6), uma turma de mais de 30 triatletas amazonenses vai encarar o Ironman 70.3 Alagoas, com largada na Praia de Pajuçara, em Maceió. A franquia Ironman realiza competições em todo o mundo, que são sempre muito disputadas e difíceis, e a prova de Alagoas também promete não ser nada fácil, já que os triatletas vão precisar nadar 1.900 metros no mar, pedalar 90km e correr 21km, debaixo do forte calor e vento nordestinos. Mas, os manauaras, mais do que íntimos de um sol forte, não estão com medo da prova, mas, sim, entusiasmados com o desafio.

A empresária Florence Lopes vai para sua terceira prova com a distância de Ironman 70.3, e está confiante que vai conseguir fazer seu melhor tempo. “A primeira vez que competi nessa distância foi o Challenge Amazonas, e foi difícil porque decidi fazer a prova somente um dia antes, e meu objetivo era ganhar experiência, concluir a prova, mas pensei que, se eu não conseguisse, tudo bem. E deu certo, terminei quase no tempo limite, mas concluí. O segundo, que foi o Ironman 70.3 Miami, eu treinei e fui quase uma hora mais rápida do que da vez anterior. E agora, pretendo melhorar meu tempo, porque o objetivo é sempre esse, treino para melhorar, e acima de tudo, me superar”, ressalta ela.

Florence é apaixonada por triathlon, e essa paixão contagiou seu namorado, o chef de cozinha do Pátio Gourmet, Marcos Pompeu, que também entrou para o mundo nada-pedala-corre este ano, e vai fazer o desafio em Maceió, sua primeira prova longa. “Não sei o que eu to fazendo até agora, mas vou encarar esse desafio, porque acho que precisamos de desafios na vida. Antes eu só brincava de correr, mas conheci a Florence, e ela me convenceu a nadar e pedalar também, e hoje a gente entende porque os caras são considerados ‘Ironmans’, porque sabemos o quanto é difícil o esporte. Eu abri mão de um monte de coisa, e hoje valorizo qualquer tempinho para treinar ou me recuperar; e tô ansioso para a prova, nem tô dormindo direito, mesmo sem ter nenhum compromisso, mas a coisa vai ficando séria”, conta Marcos.

A principal preocupação do triatleta para a competição é o ciclismo, que deve durar mais de 3h. “Não fiz essa distância de 90km nos treinos. Fiz longos de 50km, mas vou desmistificar esse pedal na prova”, destaca.

Quem está buscando melhorar sua marca é a empresária Thaísa Melo. “Foram três meses de treinos diários, mas eram sempre muito bons, até porque treinamos em turma, e acaba sendo muito mais legal. Este será meu segundo Ironman 70.3, e minha expectativa é que seja melhor do que o primeiro. Dessa vez, me sinto mais bem preparada e quero melhorar, conseguir essa superação pessoal”, disse Thaísa, que viu em Maceió a viagem perfeita para ir com o marido, também triatleta, Ralf. “Decidimos ir para lá por ser num lugar legal, de praia, e por sabermos que é uma prova com boas condições, tanto na água, ciclismo e corrida quente, nada de frio”, enfatiza.

Superação

Da esquerda para a direita, Herbert, Zizi, Florence, Marcos e Thaísa, triatletas amazonenses que vão competir em Maceió. (Foto: divulgação)

A administradora Zilmara Correia, a ‘Zizi’, pratica triathlon há cerca de dois anos, vai para seu primeiro Ironman 70.3, e está confiante. “A expectativa é muito boa, treinei direitinho, sou esforçada, não tive lesão, apenas dores normais, como qualquer atleta, e procurei apoio nutricional para ficar mais leve para a corrida, mas minha expectativa é terminar a prova, nada de pensar em tempo, porque é a primeira vez”, disse ela, que está realizando um objetivo que não conseguiu no ano passado, quando ainda se sentia muito insegura na natação e no ciclismo. “Foquei mais nos dois, e o medo que eu sentia passou. O nervosismo sempre vai existir, mas eu já melhorei bastante porque eu comecei nadando com uma prancha só na beirinha do Rio Negro”, relembra ela.

O esposo de Zizi, o designer e fotógrafo Herbert Lopes, iniciou no esporte antes dela. Ele decidiu começar a correr, pedalar e nadar após assistir a uma prova na Ponta Negra, e se apaixonar à primeira vista, literalmente, pelo esporte. “Eu era corredor, e após assistir a um triathlon, meu sonho passou a ser realizar uma prova daquelas. E, depois, coloquei na minha cabeça que eu quero fazer um Ultraman um dia, e eu vou fazer!”, destaca. O Ultraman é uma prova de triathlon realizada em três dias consecutivos, com a distância total de 10km nadando, 421km de ciclismo, e 84km de corrida, já realizada pelo amazonense Márcio Soares.

Para chegar ao seu objetivo, Herbert investe seu tempo realizando provas mais longas, mas em Maceió, ele precisará ser cauteloso. “Vim de uma lesão na coluna, então, meu objetivo será terminar a prova”, completa.

12 países

Estarão representados por seus triatletas no Ironman 70.3 Alagoas. A competição tem 1000 atletas inscritos, que pretendem lutar por uma das 30 vagas para o Mundial Ironman 70.3 2018, que acontecerá nos dias 1 e 2 de setembro, em Nelson Mandela Bay, na África do Sul.

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