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Uidemar Oliveira fala sobre a saída do Nacional (AM)

Técnico que é o atual campeão amazonense desiste de treinar o Leão da Vila Municipal e sai disparando 10/02/2012 às 08:43
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Uidemar explicou porque deixou o comando do Leão da Vila
Nathália Silveira Manaus

Quatro rodadas. Esse foi o tempo que durou o “amor de verão” entre o Nacional e o técnico Uidemar Oliveira, que pediu  “divórcio” do Leão da Vila Municipal nesta quinta-feira após derrotar por 1 a 0 o Fast Clube, na quarta-feira (08). “Foi um beijo, mas não um beijo gostoso. Foi amargo”, sintetizou Uidemar, referindo-se ao o rompimento conturbado com o Leão. O motivo para o fim? Segundo o treinador, vários desde a contratação de jogadores à salários atrasados.

O ex-técnico do Naça explica que seus descontentamento com o clube começou em dezembro, com a contratação do zagueiro Oziel (ex-Sul América). “Eu trabalho com atletas profissionais e não com jogadores de futebol. O Oziel é um jogador de futebol, ficava questionando o tempo da preparação física e sem treinar pedia para bater falta. Disse para ele, na época, que o comandante era eu. E a parti daí começou uma perseguição comigo por parte da diretoria. Eu nunca senti apoio da diretoria”, destacou Oliveira.

Uidemar ainda conta que seu pedido pela contratação de quatro novos jogadores para somar ao elenco,  foi negado, gerando mais insatisfação por parte do ex-técnico. “O fato é que o Nacional tem um grupo bom, forte. Mas precisávamos mais de quatro. Perdemos vários atletas e o Nacional não dava atenção à isso”, ressaltou Oliveira, ao desabafar que os salários atrasados, de dois meses e treze dias, também colaboraram para seu pedido de demissão. “Sempre liguei mais para as condições do atleta, do que para parte financeira. Mas com a falta de salário me senti desvalorizado, desrespeitado”, afirmou.

Uidemar conta que o Clube pagou apenas o mês de novembro no valor de R$ 7.500, saldo este que Oliveira dividiu com seu auxiliar Fábio Luís e com seu preparador físico, Celsimar. “Eu paguei do meu bolso. Para o Fábio eu passei R$ 2.500 e para o Celsimar R$ 3.500. Fiquei com apenas R$ 1.500”, revelou o ex-técnico,  que está sem os salários de dezembro e janeiro. Segundo Uidemar, um acordo foi feito com o vice – presidente do Nacional, Gilson Mota, para que até a próxima sexta-feira (17) o valor de R$ 13. 500 mil seja depositado em sua conta. “Tiraram 20 dias de trabalho com a quebra de contrato e eu vou esperar receber. Já passei o número da minha conta e estou dando mais um voto de confiança à diretoria”.

A mais recente polêmica na relação entre Uidemar e o Nacional foi no jogo contra o Fast. Uidemar colocou Alexandre, que foi contratado para ser lateral, para jogar como quarto zagueiro. Oliveira explica que o clube não aceitou a decisão e fez pressão para que Alexandre jogasse como lateral. “Não tenho nada contra o Alexandre, mas ele estava jogando em posição errada. Liguei para um time que ele jogava, o Goiás, e eles me deram a certeza que o Alexandre é zagueiro. E ainda queriam que eu utilizasse o Luan, zagueiro, na partida. Como é que vou colocar um jogador que está machucado no banco para jogar?! Isso não é ético”, comentou Uidemar, que como um bom romântico não perdeu a chance de se declarar agora, não para o Nacional, mas para a torcida baré. “Um abraço forte a todos os torcedores amazonenses, nunca vou esquecer vocês”.

Uidemar Oliveira - ex-técnico do Nacional

1 Você já tem planos ou recebeu propostas após sua saída do Naça?
Dois clubes já ligaram e estamos conversando, mas não é nada certo. Tem um time de Pernambuco e outro de Goiás. Por enquanto, embarco domingo para ficar ajudando o time do Goiás, mas não como técnico.

2 Há quanto tempo você pensava em pedir demissão? O caso do Luan e do Alexandre foram o estopim?
Já estou com a ideia há uma semana. Achei que poderia até repensar, mas percebi que nada iria mudar. O caso do Luan, que está mancando e não está conseguindo levar a bola e do Alexandre só foram mais um motivo entre tantos que estavam incomodando.

3 Você também ficava chateado com as reuniões dos dirigentes realizadas após os jogos. Porque?
Após as reuniões sempre havia uma chamada sobre a parte tática e isso eu nunca aceitei. Quando eu não estiver bem na parte tática, é só dar as minhas contas que eu fico fora do comando.