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Velocidade não é suficiente para se dar bem na Cross Country

Antes do atleta ser veloz meio a um terreno aberto, ele precisa ter muita coragem e cautela para enfrentar os obstáculos que aparecem no percurso, afinal as provas bem e mal sucedidas dependem geralmente das características naturais 19/01/2012 às 12:13
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Velocidade não é suficiente para se dar bem na modalidade. É preciso apostar em outros pontos fortes
Nathália Silveira Manaus

Se você pensa que para praticar Cross Country a velocidade é a melhor amiga do corredor, está enganado. Antes do atleta ser veloz meio a um terreno aberto, ele precisa ter muita coragem e cautela para enfrentar os obstáculos que aparecem no percurso, afinal as provas bem e mal sucedidas dependem geralmente das características naturais que envolvem o campeonato. E é num cenário composto de  mata fechada, muita lama, calor, pista escorregadia, animais circulando na via e quem sabe chuva, que a 1ª Copa de Manaus de Cross Country será realizada neste sábado, a partir das 8h, na pista da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

 O evento ainda vai presentear os dois primeiros lugares da categoria adulto masculina  e feminina com uma passagem para Rio Claro, onde será realizada a Copa Brasil de Caixa de Cross Country, no dia 12 de fevereiro. 

Dionísio Cardoso, que seis anos  é corredor e tetracampeão amazonense de corrida Cross Crounty, vai lutar para ser o primeiro a cruzar a linha de chegada na categoria adulto masculino, com o percurso de 10 quilômetros. Além disso, avisa que a quebra de forma - as provas de cross country são realizadas normalmente quando os atletas de fundo estão no período de treinamento de base, após o final de uma temporada- não vai ser um problema para conquistar mais um título para a coleção . 

“Final de ano todo atleta para pelo menos 15 dias, ganha peso e no começo do ano volta a perder de novo, mas o processo é trabalhoso. É por isso que as provas de Cross são difíceis de serem realizadas pois o atleta ainda está no início de sua preparação , tanto é que ela não tem favorito, pois a pessoa que está na frente pode cair, se machucar. E por ser uma prova de aventura, é necessário resistência”, explica Cardoso, considerando que ter animais na prova é o que  mais assusta.

“Tem muita cobra e isso da um susto, mas muita adrenalina também. Tem que ter coragem para enfrentar um percurso desses”,  afirma.

A presidente da Federação Desportiva de Atletismo do Estado do Amazonas (FEDAEAM), Margareth Bahia, explica que a corrida abrirá o calendário da entidade e que o evento serve para avaliar as condições dos atletas e se o treinamento de base precisa ser acelerado.

“Na prova nós vamos ter mais de quatro subidas, bastante decidas e árvores, o que vai forçar o condicionamento do atleta e atenção dele, que será um requisito indispensável. Vamos ter fiscais para garantir uma prova segura e essa será a hora para o competidor mostrar se já está engatinhado para o novo ano”, ressaltou Bahia.

Márcia Magalhães - Corredora de Cross Country

1  Márcia, como está sua preparação para a 1ª Copa Manaus de Cross Country, que acontece no sábado?
Está muito boa. Comecei meu treinamento de base e apesar do tempo chuvoso e a pista escorregadia, vai dar para eu correr legal. Acredito que vai dar tudo certo.

2 O que é mais difícil numa prova como essa?
O mais difícil é quando a chuva não colabora, pois com as árvores não dá para a pista secar e as chances de se machucar aumentam, tem que ter cautela e muita atenção.

3 É necessário uma vestimenta adequada para uma prova de Cross?
A roupa é importante. O tênis, por exemplo, tem que ser leve, pois um tênis pesado e a prova com obstáculos, a tendência é correr menos. Para vestir, eu prefiro apenas um top e um short, nada que me ajude a cansar ou atrapalhe na hora da corrida  é bem-vindo.