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Virna abre série Olímpica: Ex-ponteira da seleção brasileira de vôlei fala sobre a carreira e sua rotina

Antes de embarcar para a Terra da Rainha, Virna recebeu a equipe do CRAQUE do Jornal A Crítica, em seu apartamento, na cidade de Campinas-SP e relembrou momentos da carreira, além de falar sobre as expectativas para o desempenho do vôlei brasileiro em Londres 09/04/2012 às 11:22
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Adan Garantizado Manaus (AM)

Ela tem autoridade para falar do vôlei brasileiro e principalmente de Olimpíadas. Com uma carreira recheada de títulos e premiações dentro das quadras e dois bronzes olímpicos (Atlanta 1996 e Sidney 2000), Virna Dias Piovezan, 40, tem uma “relação umbilical” com o vôlei. A ex-atleta vai comentar, na tela da Record, todos os detalhes da modalidade em que se consagrou nas Olimpíadas de Londres 2012. Antes de embarcar para a Terra da Rainha, Virna recebeu a equipe do CRAQUE do Jornal A Crítica, em seu apartamento, na cidade de Campinas-SP e relembrou momentos da carreira, além de falar sobre as expectativas para o desempenho do vôlei brasileiro em Londres.

Logo na sala de Virna é possível ter uma noção da quantidade de títulos conquistados por ela nas quadras e na areia. Ela esteve na seleção brasileira entre 1991 e 2004. Já nas areias, ela desfilou seu talento entre 2006 e 2010. As medalhas e troféus tem um lugar especial reservado e ocupam algumas prateleiras. Os bronzes olímpicos, porém, não estão lá. Dona Carminha, mãe da ex-ponta,  guarda os “tesouros” a sete chaves na casa da família em Natal (RN).

As experiências olímpicas, porém, não saem da memória da comentarista. “Todo atleta sonha em poder jogar uma olimpíada. A experiência é bárbara. O clima olímpico é muito legal. Você entra na Vila Olímpica e vê 10 mil atletas, em busca de um sonho. Confesso que me tremia todinha na primeira vez (risos). É algo muito bacana. Você encontra muita gente. Lembro de ter esbarrado com o Michael Jordan em Atlanta, em 1996”, relembra. A briga épica com as cubanas, nas semifinais dos jogos de 96, também estão bem vivas na memória de Virna. “Se pudesse apagaria essa briga com Cuba. Pro esporte isso não é ético. Mas, ao mesmo tempo, a briga comoveu o brasileiro. O povo começou a acompanhar e curtir o vôlei depois daquilo ali. Não foi da forma mais saudável, mas despertou o interesse do brasileiro”, analisa.

Virna se despediu da Seleção brasileira após os jogos olímpicos de 2004. Favorita ao ouro, a Seleção verde e amarela sofreu uma derrota até hoje inexplicável para a Rússia nas semifinais. A Seleção chegou a ter seis match points a seu favor no quarto set, e mais um no Tie Break e mesmo assim, não soube aproveitar as chances e acabou abatida pelas russas. “Até hoje não consigo assistir aquele jogo. É aquele sentimento de minha culpa, minha tão grande culpa. Em cada Olimpíada que disputei tinha a exata noção de até onde podíamos ir. Em Atlanta, sabia que não éramos as melhores”, lamentou.

Estante repleta de medalhas


A ex-jogadora reservou um local especial em sua casa para guardar sua vasta coleção de medalhas. Mas, os dois bronzes Olímpicos estão com sua mãe, guardados a sete chaves.

Números

2

Medalhas de bronze Olímpica tem a atacante Virna. A primeira foi conquistada em Atlanta, em 1996. E segunda veio em Sidney, quatro anos depois.

3

Adversárias de peso terá a seleção brasileira de vôlei feminino na avaliação da jogadoras. São elas: as norte-americanas, as italianas e as russas.

Virna Dias Piovezan

Duas perguntas para a ex-jogadora e comentarista da Rede Record.

1 Você trabalhou com Bernardinho e Zé Roberto Guimarães, dois atuais treinadores das seleções masculina e feminina do Brasil. Como os dois são no dia a dia?

Eles são muito bons. O Bernardo é um obcecado e doente por voleibol. Vegeta e vive isso 24 horas por dia. Mas ele tem um lado que as pessoas desconhecem: É muito humano e dócil. As pessoas só conhecem o lado turrão, briguento. Mas, o Bernardo é muito bacana. Já o Zé Roberto parece ser aquele homem silêncio e comportado. Mas não. Ele também é estourado nos bastidores.

2 A Seleção feminina tem chances de ser bi campeã olímpica?

Sim, temos uma ótima equipe. Os resultados do ano passado não foram tão bons. Mas é bom chegar em uma competição como as Olimpíadas sem pressão. Eu só acho que falta uma levantadora na equipe. A Dani Lins tem um potencial incrível, mas a falta de experiência pode pesar um pouco.

Frases

“Estava comentando a partida e não me contive. Invadi a quadra, chorei junto. Meninas como a Fofão passaram  pelo trauma de 2004”,

Virna sobre a comemoração do ouro em Pequim.

TV A Crítica

Segunda-feira: 09 de Abril.

> Magazine, às 11h.

Reportagem: Um jantar na casa da ex-atleta Virna.

> A Crítica na TV, às 19h.

Reportagens: Tudo sobre a estreia do Projeto Londres.