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Vândalos futebol

Vítimas de vandalismo cometido por torcedores em Manaus ficaram assustadas com violência

Pessoas que estavam em estabelecimento invadido por torcedores falam sobre ações de vandalismo e intimidação cometida pelo grupo 11/03/2012 às 21:13
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Policiais no Bar Maguila contendo a brigas de torcedores
Catiane Moura Manaus

“Uma terrível cena de vandalismo”. Assim foi considerada, pela Polícia Militar, a ação de centenas de torcedores vascaínos que, armados de pedras e paus, invadiram um bar na avenida Urucará, no bairro Cachoeirinha, Zona Sul, no início da tarde deste domingo, simplesmente porque na frente do estabelecimento havia duas bandeiras do time rival, o Flamengo, expostas.

Doze viaturas da PM precisaram ser deslocadas à rua, e até disparos de arma de fogo para cima foram efetuados pela polícia, para dispersar os cerca de 300 torcedores, que tinham saído da Arena dos Povos da Amazônia, em comemoração, nas ruas da cidade, pela vitória do time, na 2ª Copa Brasil de Clubes de Beach Soccer.

A ação dos torcedores surpreendeu inúmeros moradores da via, inclusive, três famílias que estavam almoçando no Bar do Maguila, local que chegou a ser invadido pelos “vândalos”.

 “Nós estávamos almoçando com as nossas famílias e amigos, quando percebemos um monte de torcedores do Vasco se aproximando. De uma hora para outro eles começaram a gritar e querer entrar aqui para rasgar as nossas bandeiras. Foi uma cena horrível. Nossas crianças ficaram assustadas com aquela situação”, relatou um publicitário que preferiu não revelar o nome.

A vítima ainda destacou que os torcedores usaram pedras para jogar contra eles. “Ainda é possível conferir aqui na frente às inúmeras pedras que foram atiradas contra o bar. Algumas pessoas chegaram a travar luta corporal, mas graças a Deus, ninguém ficou com ferimentos graves”, contou a vítima.

Uma testemunha, que revelou ser torcedora do Vasco, considerou a ação dos colegas lamentável. “Por onde eles passavam e encontravam torcedores do Flamengo, ou de outros times, eles hostilizavam e obrigavam a tirar a blusa do time que era rasgada”.

Segundo as vítimas que estavam no Bar, o caso foi registrado no 3° DIP.