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Vôlei masculino do Brasil pega a Argentina rumo à final olímpica

Ciente de que não há mais espaço para errar, o treinador alerta para os perigos dos rivais. “A Argentina tem um jogo de paciência, de trabalhar a bola e não arriscar tanto, e isso é complicado 08/08/2012 às 09:23
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Seleção masculina de vôlei enfrentou a Tunísia na estreia em Londres
Jornal A Crítica Manaus (AM)

A geração mais vitoriosa do vôlei masculino do Brasil começa a trilhar o “caminho dos mata-matas”, rumo à mais uma final olímpica. Do outro lado da rede, porém, estará um adversário que apesar de ter qualidade técnica inferior, costuma rivalizar até em par ou ímpar. Sendo assim, os “hermanos” argentinos vão fazer de tudo para acabar com o sonho do tri olímpico brasileiro e aposentar boa parte da equipe comandada por Bernardinho.

Ciente de que não há mais espaço para errar, o treinador alerta para os perigos dos rivais. “A Argentina tem um jogo de paciência, de trabalhar a bola e não arriscar tanto, e isso é complicado. É uma garotada que vem mais solta, sem tanto peso nas costas, o que torna eles mais perigosos. Chegando nessa fase a gente sabe que não tem mais vida fácil e tranquilidade. Tudo é dureza e agora é vida ou morte”, declarou.

O Brasil se classificou para as quartas de final como segundo colocado do grupo B, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A seleção alternou entre momentos bons e regulares. Como a regra do chaveamento em Londres, prevê que as equipes que ficaram nas segundas e terceiras colocações tenham seus jogos definidos por sorteio, a equipe verde amarela podia enfrentar a Polônia (segunda colocada do grupo A). Mas, a “sorte” ficou do lado brasileiro e os polonenses (que na última Liga Mundial venceu o Brasil quatro vezes e cinco jogos) vão enfrentar a Rússia e “matar” um favorito à medalha. Mesmo assim, o discurso é de respeito total aos portenhos.

“A Argentina é um adversário difícil, mas se fosse para escolher entre eles e a Polônia é claro que é melhor a Argentina, sem hipocrisia. Ao mesmo tempo, a responsabilidade é maior, porque eles vão entrar sem compromisso”, disse o ponta Leandro Vissotto. “Agora zerou tudo. Tem de matar, passar por cima de quem vier. Estamos acostumados a jogar com esse peso”, falou o experiente líbero Serginho. Se passar, o Brasil encara o vencedor de Itália e Estados Unidos nas semifinais.