Publicidade
Esportes
Craque

Wanderlei Silva vai enfrentar Rich Franklin no UFC 147

Cachorro Louco fala sobre o retorno ao Brasil, no UFC 147, após de passar 14 anos lutando no exterior. Depois da contusão de Vitor Belfort,  Wand vai enfrentar  Rich Franklin, em BH 16/06/2012 às 17:33
Show 1
Bate-boca Wanderlei Silva e Vitor Belfort protagonizaram altas discussões no TUF Brasil
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

Muita gente foi contagiada pelo vírus do MMA pelos quatro cantos do mundo e isso se deve, em boa parte, ao carisma e à agressividade do estilo de luta de alguns brasileiros. O nome de Wanderlei Silva, de 35 anos, está no topo dessa lista. A grande maioria das 47 lutas oficiais contabilizadas no currículo do Cachorro Louco, que completa 36 anos dia 3 de julho, foi tão intensa quanto sangrenta, na vitória ou na derrota. Wand está de volta ao octógono e o espetáculo estará garantido.

Ele vai protagonizar a 48ª peleja, no próximo sábado, contra o norte-americano, Rich Franklin, 37, no ginásio do Mineirinho, na Pampulha, em Belo Horizonte (MG), pela 147ª edição do UFC. A revanche contra Franklin foi o plano B encontrado pelo chefão do Ultimate, Dana White, na tentativa de manter o padrão de atração principal.  Aguardada havia 14 anos, a revanche A seria contra Vítor Belfort, mas o carioca sofreu fissura no metacarpo da mão esquerda nos treinos. Ambos lutariam na condição de treinadores de equipes rivais do reality show TUF Brasil. A ideia do curitibano no “revival” contra Franklin, professor de matemática e sósia do ator Jim Carrey, é acabar antes dos cinco rounds previstos para o combate principal.

“Estou pronto. Se a luta fosse hoje não teria qualquer problema para mim. Estou bastante empolgado em voltar a lutar no Brasil depois de tanto tempo. Será uma volta às origens. Vou procurar fazer o melhor para acabar a luta antes do tempo previsto. E se possível com nocaute. Podem esperar muita ação no octógono. O Franklin gosta de trocação de luta franca. Vai ter ação”.

Wand foi derrotado por Franklin no UFC 99, dia 13 de junho de 2009, na Alemanha. Na ocasião, os árbitros deram vitória ao lutador de Cincinnati, Ohio (EUA), por decisão unânime. O brasileiro estava numa fase instável e sucessivas contusões. “Na minha conta eu havia ganhado. Mas os juízes deram a vitória a ele (Franklin). Agora é hora de tirar a prova dos nove”, ironiza Wand, que esteve em Manaus em 2004, no Jungle Fight 2. “Fui convidado para dar um seminário em Manaus. Não deu ainda. Mas não vejo a hora. Saudades de doce de cupuaçu”.

Três perguntas: Wanderlei Silva, Ex-campeão do Pride

1- Ainda não foi dessa vez a a tão sonhada revanche  contra o Vitor Belfort...

Pois é... Depois dele (Belfort) eu fui a segunda pessoa mais frustrada por causa dessa contusão. Eu queria muito essa luta. Treinei muito focado para as características do Vitor. Mas essa revanche só foi adiada. Ela vai acontecer.

2- Qual o caminho para vencer Franklin desta vez?

Fazer o que sei fazer. Com calma e alguns cuidados, dá para vencer numa boa. Espero que a luta acabe antes mesmo do tempo previsto. E se possível com nocaute. 

3- Não estaria na hora de parar e se dedicar à família? Ainda há algo a provar?

Quando meu corpo não aguentar mais eu paro. Ainda me sinto bem para lutar e amo o que faço. Tenho um filho abençoado e uma esposa maravilhosa. Eles me são força.

Família é porto seguro

Livre de contusões, com o trio de treinadores do porte de André Dida, Fabrício Werdum e Rafael Cordeiro, o Cachorro Louco vive um bom momento na carreira. Ele faz questão de dividir a fase positiva com o filho Thor, de oito anos, e a esposa Tea Silva, assessora para assuntos diversos.

 “Thor é um menino abençoado, um presente de Deus para mim. A Tea é meu braço direito, uma parceirona. Eu a chamo de ‘Secretea’, porque ela lava, passa, faz comida, cuida do meu filho, analisa meus contratos e patrocínios, faz assessoria de imprensa”. Os treinadores imprimiram um ritmo forte de treinamento que rendeu a Wand, que lutará na categoria dos médios (entre 77 e 84 quilos), uma boa condição física e resistência pulmonar. “Eu estou bem treinado. Dei couro na rapazeada mais jovem nos treinos. Todos cansavam”, disse o lutador, que perdeu mais 15 quilos em três meses.