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A maior fêmea de jacaré-açu registrada é encontrada em reserva na Amazônia

Além de proteger o ninho, a fêmea cuidava também de filhotes, provavelmente suas crias, nascidas no ano passado, revelaram os pesquisadores 23/11/2012 às 18:26
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Durante avaliação animal mediu 2,91 metros, com peso de 74 quilos
acritica.com Manaus (AM)

A maior fêmea reprodutora de jacaré-açu registrada nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no noroeste do Amazonas, foi encontrada por pesquisadores. Segundo o instituto, a fêmea mede 2,91 metros.

O animal foi encontrado durante o monitoramento dos ninhos – que ocorre entre os meses de outubro a janeiro, durante a estação seca.  As atividades de monitoramento incluem a observação de fatores ambientais e algumas características do ninho, como temperatura e número de ovos.

O registro foi feito no início de outubro deste ano. A equipe encontrou o réptil ao lado de um lago, perto do ninho, onde havia 32 ovos.

Além de proteger o ninho, a fêmea cuidava também de filhotes, provavelmente suas crias, nascidas no ano passado, revelaram os pesquisadores.

Ao localizar uma fêmea protegendo um ninho, a equipe de pesquisa laça o animal e o imobiliza. Nesse momento são realizadas avaliações gerais sobre as condições físicas da fêmea, além do registro de 30 dados biométricos, que incluem peso, comprimento, e frequências cardíaca e respiratória.

Os pesquisadores também coletam sangue para dosagem de glicose e hormônios, e tecido para análises genéticas. Este trabalho dura, em média, 20 minutos e a fêmea é solta imediatamente.

Populações maduras
Para o biólogo Robinson Botero-Arias, pesquisador do Instituto Mamirauá que coordena os estudos sobre jacarés do projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert), o registro desta fêmea reprodutora é um sinal positivo.

"Esse dado nos ajuda a conhecer o estado da população reprodutiva. As pesquisas têm demonstrado que as populações de jacarés na Reserva Mamirauá estão maduras, estáveis e se adaptaram bem à forte pressão de caça no passado", afirma o biólogo.

Com informações da assessoria de comunicação do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá