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Adalberto Val destaca a importância do Inpa para o conhecimento na Amazônia

Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, órgão idealizado por Djalma Batista,   fala sobre a produção de conhecimento e a posterior difusão deste ao longo de seus 60 anos de fundação 03/11/2012 às 17:39
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Val também ressalta a difusão do conhecimento produzido
Ana Celia Ossame Manaus, AM

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Adalberto Luís Val, não esconde o orgulho de estar à frente da administração do instituto no ano em que este completa seis décadas de existência. Não é para menos. Na condução de uma reestruturação administrativa que mudou o conceito de organização da pesquisa no instituto, Adalberto diz que o único objetivo é ver o Inpa lembrado pelas importantes pesquisas feitas ao longo desse tempo para a região amazônica.  Leia a entrevista:

Pelo quê o Inpa deve ser conhecido nesses 60 anos de existência?

O Inpa precisa ser lembrado pelas importantes pesquisas feitas ao longo desse tempo. A produção de informação sobre a Amazônia tem outra face por conta da contribuição do Inpa. Ainda que do ponto de vista de uma instituição científica seja um tempo pequeno, nesse tempo fomos capazes de produzir um conjunto de informações extremamente relevantes e que o colocam no primeiro plano na pesquisa.

O que de mais relevante pode ser destacado?

Há dois legados relevantes. Um diz respeito à formação de pessoal em nível de pós-graduação. São mais de de1,6 mil mestres e doutores formados aqui nos laboratórios do Inpa, que foi pioneiro em termos de pós-graduação na região Norte. Dentro desse contexto, lembramos que ninguém faz pós-graduação isolado, sem ter base de formação dos anos iniciais, por isso o Inpa trabalha com alunos desde o 2º grau até os que estão saindo e se preparando para a pós-graduação. Nossos programas têm feição moderna e o nosso objetivo é transformá-los para que tenham notas mais altas num curto período de tempo.

Qual o outro legado?

É o que começa a ter visibilidade recente, que é a extensão, é a comunicação da ciência para a sociedade. Nós, os cientistas, somos muitos técnicos, mas a informação do que produzimos pertence à sociedade, portanto é necessário decodificá-la para a sociedade e isso estamos fazendo.

O Inpa tem pesquisas em toda a Amazônia?

Tem um vasto conjunto de informações sobre este lugar onde está situada sua sede, mas tem núcleos de pesquisa em Boa Vista, Porto Velho, Rio Branco e escritórios em Santarém e São Gabriel da Cachoeira. Nossa expectativa é que esses núcleos sejam, futuramente, novos institutos de pesquisa.

Como a sociedade vê hoje o Inpa?

Vamos ter sempre pessoas que olham para o Inpa e só veem a folha grande, mas temos recebido mais de 130 mil pessoas visitando o Bosque da Ciência, além de autoridades e dirigentes de institutos. Recentemente, recebi cópia da folha de jornal da Eslovênia, falando sobre os nossos trabalhos no Inpa.

Que mudanças aconteceram na área administrativa?

Houve uma profunda reestruturação administrativa, uma mudança de conceito de como se organizar a pesquisa dentro da instituição. Não temos mais departamentos, trabalhamos com 70 grupos dentro de quatro focos principais, que se reorganizam em função das demandas da sociedade para ajudar a responder questões relacionadas a diferentes ambientes. O Inpa tem 71 produtos e 52 pedidos de patentes.

Perfil Adalberto  Val

Idade: 55

Nome:Adalberto Luís Val

Estudos: Pós-doutor na Universidade da Columbia Britânica (Canadá).

Experiência: Coordena o Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular do (LEEM/INPA), onde estuda a respiração e as adaptações dos peixes amazônicos às modificações do meio ambiente.