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Cotidiano, Meio ambiente, Código Florestal, MP 571/12, Comissão Mista, WWF, Floresta Faz a Diferença, #OjogoNãoAcabou, #vetadilma

Após o Veta Dilma, nova campanha mobiliza a sociedade civil, contra o texto final do Código Florestal

Organizada pelo Comitê Brasile em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, o novo mote da campanha é #OjogoNãoAcabou, e por meio de um site será possível conhecer o autor das piores emendas que integram as 689, propostas para modificar o texto final da legislação    03/07/2012 às 13:27
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Em meio aos inúmeros protestos realizado na Rio +20, o #OjogoNãoAcabou também marcou presença
Síntia Maciel* Manaus

Faltando uma semana para a comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP 571/12), votar o texto final que altera o novo Código Florestal, a campanha “Floresta Faz a Diferença” inicia uma nova mobilização.

Integrado por 200 organizações da sociedade civil, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, pretende informar por meio do site www.florestafazadiferença.org.br, quais foram os parlamentares que apresentaram as piores emendas, das 689 propostas para integrarem o texto final do código, e que se encontram sobre análise da comissão mista, formada por deputados federais e senadores.    

Pelo site, os internautas serão estimulados a enviar emails para os integrantes da comissão mista, lembrando a eles que podem receber “cartão vermelho”. O mote desta nova fase da campanha é “O Jogo Não Acabou, Vamos Apitar Esta Partida”.

Para o analista de Políticas Públicas do WWF-Brasil, Kenzo Jucá Ferreira, o teor das emendas apresentadas à MP é altamente preocupante, prova de que o Governo Federal errou ao não vetar integralmente o projeto aprovado no Congresso e não regulamentar o Código Florestal que estava em vigor.

Rio+20
Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, realizada no Rio de Janeiro no último mês de junho, a campanha “O Jogo Não Acabou” marcou presença nas ruas do centro da "Cidade Maravilhosa". Na Marcha à ré, no dia 18, manifestantes usaram apitos, cartões amarelos e vermelhos, bolas e camisetas.

Ao final da caminhada, a campanha encontrou, na Cúpula dos Povos, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG), relator do código na Câmara dos Deputados. Foi a primeira oportunidade em que um cartão vermelho foi mostrado a um parlamentar ruralista.

Na Marcha em Defesa dos Bens Comuns e Contra a Mercantilização da Vida, no dia 20, integrantes do Comitê uniformizados com o material da campanha apitaram e mostraram cartão vermelho e amarelo em todo o trajeto pela Avenida Rio Branco.

No dia 16, o Ato em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável reuniu, na Cúpula dos Povos, políticos, ativistas e atores na mesa de debate sobre o Código Florestal. O público ergueu cartazes com o mote da campanha.

*Com informações da WWF