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Aumento do nível dos rios é registrado em quase todo o Amazonas

Medição foi feita pelo Serviço Geológico do Brasil. Conforme análises feitas pelo CPRM no município de Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus), o rio vem subindo desde a semana passada 30/10/2012 às 09:23
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Rios devem manter normalidade por conta da vazante que se deu dentro da média, diz superintendente do CPRM
Milton de Oliveira Manaus, AM

A vazante chegou ao fim para quase todas as calhas de rios do Amazonas, mas principalmente na região do Alto Solimões. A única que ainda vai sofrer o período de vazante é a região do Alto Rio Negro, previsto para acontecer no mês de janeiro. Os dados são do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e foram confirmados pelo Subcomando de Ações de Defesa Civil do Estado (Subcomandec).

Conforme análises feitas pelo CPRM no município de Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus), o rio vem subindo desde a semana passada. A situação no rio Madeira bem como nos rios Purus, Juruá e no baixo Amazonas também indicam o fim do período de vazante.

“Aqui, em Manaus, o rio vem subindo desde os últimos cinco dias. No baixo Amazonas, a vazante também terminou. Por enquanto, temos uma situação de normalidade”, disse o superintendente do CPRM, Marco Antônio de Oliveira.

Dados de medições feitas pelo Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus registraram que, no último dia 23, o rio Negro alcançou a cota de 16,91m e que, do dia 24 até ontem, ele subiu sete centímetros. “No período de vazante consideramos uma cota de emergência quando o rio desce abaixo dos 16 metros. E, isso não aconteceu”, disse Marco Antônio.

Hidrovia

Informações do CPRM levam a afirmar que o nível do rio Madeira está também, voltando à normalidade.“O Madeira, que é uma hidrovia, chegou a apresentar um nível baixo, prejudicando um pouco a navegação, mas ele já subiu quase dois metros”, disse o superintendente Marco Antônio.

Ele lembrou que quando acontece uma cheia recorde e uma vazante dentro da média, o nível dos rios mantém uma comportamento dentro da normalidade. “Agora, as comunidades ribeirinhas devem estar atentas ao fenômeno de terras caídas, que é o desbarrancamento das margens dos rios”, disse.

O fenômeno acontece em barrancos formados por depósitos de areia e lama acumulados pelo próprio rio durante os períodos de cheias. Na vazante, o rio escava a base destes depósitos de areia e lama que, consequentemente, desabam.