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Bacia do Rio Solimões está 21 centímetros abaixo da sua cheia histórica

Em Manaus, o nível Rio Negro, que é influenciado pelo comportamento do Solimões, chegou nesta quarta-feira a 28,60m. Este valor é 30 abaixo da cota máxima. 18/04/2012 às 17:52
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Elaize Farias Manaus

A bacia do rio Solimões, no município de Tabatinga, está apenas 21 centímetros abaixo da sua cheia recorde, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O Solimões influencia diretamente na magnitude da cheia no rio Negro, em Manaus, que também vem apresentando níveis acima da média para o período. Em Manaus, o rio Negro recebe também influência do comportamento hidrológico no Norte do Amazonas, onde é sua nascente.

Nesta quarta-feira a cota do Solimões em Tabatinga foi registrada em 13,61m. Se continuar subindo um centímetro por dia (como vem acontecendo nos últimos dias), o Solimões pode passar a cota máxima de 13,82m, que registrada em 1999, no dia 28 de maio.

O gerente de hidrologia da CPRM, Daniel de Oliveira, disse que ainda não se pode dizer que a cheia na bacia amazônica está antecipada. A afirmação só poderá ser feita quando o Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia do Peru, onde nasce o rio Solimões/Amazonas, repassar os dados.

Em Manaus, nesta quinta-feira, o rio Negro foi cotado em 28,60m - 30 centímetros acima do valor registrado no dia 18 de maio de 2009 - ano da cheia recorde. Naquele ano, a cota máxima foi de 29,77m, registrada no início de julho de 2009.

A previsão da CPRM é que a cheia desde ano bata o recorde da enchente de 2011, cuja máxima foi de 28,62m. Contudo, no ranking histórico, a cheia do ano passado ocupa apenas a 22ª colocação.

 

A cheia de 2009 teve uma característica marcante: o rio Negro estava tendo uma subida dentro da média até junho. Neste mês, contudo, o nível subiu acima do normal devido ao grande volume de chuva na bacia do rio Negro.

Em 2012, contudo, o rio Negro começou a subir acima da média já início do ano, influenciado pelo volume elevado de chuvas no Estado, efeito do fenômeno climatológico La Niña. Esta instabilidade tanto no clima quanto no ciclo hidrológico ainda não permite prever que a bacia amazônica terá cheia recorde.

“Em Tabatinga o rio estava estagnado até o início desta semana. De ontem para hoje subiu um centímetro. Ele pode estagnar de novo ou voltar a subir. A mesma coisa acontece em São Gabriel da Cachoeira (Alto Rio Negro). Lá, está estabilizando, mas sobe e desce”, disse Oliveira.