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Banco da Amazônia prevê investimento de R$ 771 milhões para o Amazonas

Agente financeiro fomentará investimentos em áreas prioritárias como fruticultura, pesca, extrativismo mineral e turismo 26/01/2016 às 10:49
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Fomento a projetos de piscicultura no interior do Estado está entre as prioridades estabelecidas pelo Banco para este ano
acritica.com Manaus (AM)

O Banco da Amazônia tem previsto para o Amazonas investimentos na ordem de R$ 771,96 milhões, neste ano, sendo R$ 642,2 milhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e R$ 129,76 milhões de crédito de sua carteira comercial, recursos esses que atenderão empreendimentos de todas as regiões do Estado.

“Esperamos investir em toda base produtiva do Amazonas, do extrativismo mineral à produção madeireira, do agronegócio, com ênfase na pecuária, produção de grãos, fruticultura, pesca, às culturas industriais e ao turismo”, ressalta Miguel Nuno Seiffert Simões, superintendente regional do Banco da Amazônia no Amazonas.

Entre os projetos sustentáveis prioritários para o Estado do Amazonas estão o de construção naval que beneficiará os municípios de Manaus, Itacoatiara, São Sebastião do Uatumã, Barcelos, Iranduba Novo Airão e Manacapuru, por meio da aquisição de grupos geradores e instalações elétricas, de ativos imobilizados para infraestrutura de produção e aquisição de financiamento para produção de bens finais.

Em todo o Estado serão beneficiados os projetos de produção de pesca e piscicultura através de ações que vão desde a construção de tanques à construção de fábricas de gelo e de unidades de beneficiamento e estocagem de pescado.

Mesorregiões

No que concerne aos investimentos e realização de negócios sustentáveis nas mesorregiões e microrregiões as oportunidades englobam, por exemplo, desde a pecuária de corte e de leite, passando pelo extrativismo, agricultura, pesca artesanal e fruticultura. Há investimentos previstos, ainda à piscicultura, ao setor industrial (Polo Duas Rodas, Metalúrgico, Eletroeletrônico, Construção Civil, Naval, Turístico e Fitoterápico/Fitocosmético) e ao turismo ecológico.

Quanto aos Arranjos Produtivos Locais, o Banco da Amazônia selecionou, dentre outros APLs, investir na construção naval, abrangendo a região metropolitana de Manaus e os municípios de Parintins e São Sebastião do Uatumã através da Extensão do Linhão de Tucuruí para o Polo Naval, a geração e distribuição de energia nos polos industriais, bem como apoio financeiro à atividade da construção e comercialização de embarcações de todos os portes e formação e qualificação profissional por meio das instituições parceiras.

A direção do Banco da Amazônia está otimista em relação à aplicação desses investimentos, a despeito da conjuntura econômica do País onde palavras como crise e retração estão na ordem do dia dos investidores e do mercado. A aposta é na ousadia dos empreendedores que devem seguir procurando o banco para a ampliação de seus negócios.

Aporte bilionário na região Norte

No total, o Banco da Amazônia tem para aplicar na região Norte o equivalente a R$ 5,93 bilhões em 2016. Os recursos são originários, principalmente, de fontes de fomento como o FNO, o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e o Orçamento Geral da União (OGU). Segundo o presidente do banco, Marivaldo Melo, do total de valores, há R$ 4,18 bilhões para fomento, sendo R$ 3,38 bilhões do FNO. O restante é da carteira de crédito comercial.

Segundo o Plano de Aplicação de Recursos Financeiros para o ano de 2016, as prioridades econômicas para financiamento do Banco da Amazônia estão voltadas para três eixos estratégicos: projetos sustentáveis prioritários; oportunidades de investimentos e realização de negócios sustentáveis no interior.