Publicidade
Amazônia
Amazônia

Batalhão Ambiental apreende mais de 1t de carnes silvestres e peixes em porão de barco no AM

Carga avaliada em R$ 15 mil estava escondida em embarcação no porto de Manacapuru. Três pessoas que estavam no local foram detidas por crime ambiental e carnes foram doadas para instituições em Manaus 09/08/2014 às 17:36
Show 1
Carnes silvestres estavam escondidas em porão de barco atracado no porto de Manacapuru
ACRITICA.COM Manaus (AM)

Mais de meia tonelada de carne de animais silvestres e peixes foram apreendidos pelo Batalhão Ambiental (BPAmb) na manhã deste sábado (9), no Amazonas. A carga, avaliada em R$ 15 mil, foi localizada no porão de um barco no porto de Manacapuru (município a 79 quilômetros de Manaus). Três homens que estavam presentes no local foram detidos.

Segundo o BPAmb, as carnes foram encontradas durante abordagens em embarcações atracadas no porto do município. Na ocasião, estavam no barco Carlos Mário de Souza Pucu, 45, José Carvalho, 54, e Juscelino Lima de Castro, 51. De acordo com o Batalhão, o grupo teria tentado empreender fuga ao perceber a presença dos agentes federais.

Aproximadamente 508 quilos de carne de animais silvestres como paca, veado, anta e porco do mato estavam escondidos sob meia tonelada de peixe das espécies curimatã e jaraqui. No local, também foram apreendidos 120 quilos de mantas de pirarucu seco.

A carne dos animais selvagens, os peixes e as mantas de pirarucu foram doados para Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, ao Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), e ao abrigo de menores Monte Salém, localizados em Manaus

Os três suspeitos foram detidos e conduzidos à Delegacia de Manacapuru. Segundo o Batalhão Ambiental, a previsão dos tipos penais ambientais para as condutas consideradas crimes contra a fauna está no artigo 29 da Lei 9.605/98.

Ações preventivas

De acordo com a Polícia Militar (PM), o BPAmb tem intensificado ações preventivas quanto ao cometimento de crimes ambientais contra a fauna e a flora na região metropolitana de Manaus, inclusive mantendo diuturnamente policiamento ambiental na Ponte Rio Negro para coibir consumo, fornecimento e comercialização de carne de caça e pescado e madeira ilegais.

Ainda segundo o Batalhão Ambiental, por conta da cheia dos rios, muitos animais perdem espaço no hábitat natural deles, o que os deixam vulneráveis às ações de infratores.

*Com informações da assessoria de imprensa