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Amazônia
Cotidiano, Projeto Ciência 7 ½, Museu da Amazonia, boto, boto vermelho, Ampa, RDS Mamirauá

Boto da Amazônia é tema de bate-papo, do Projeto Ciência 7h30, nesta quarta (27)

A bióloga e pesquisadora do Inpa, Vera Maria Ferreira da Silva, irá falar sobre as particularidades do animal, que também figura entre as lendas da região 23/06/2012 às 17:10
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Animal, de acordo com a pesquisadora, se encontra em risco de extinção
acritica.com Manaus

Boto cinza, vermelho ou rosa? Amigo dos ribeirinhos, inimigo dos pescadores ou ser místico que encanta as donzelas durante noites de Lua cheia? Estes são apenas alguns dos mistérios que envolvem o boto da Amazônia e que serão desvendados com ajuda da bióloga e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Vera Maria Ferreira da Silva, durante o Ciência 7 ½, na próxima quarta-feira (27), a partir das 19h30, no Teatro Direcional, localizado no Manauara Shopping, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus.

“Quero apresentar o boto como ele é de fato, sem histórias fantasiosas e esclarecer que só existe um boto: o vermelho”, afirmou Vera, que é coordenadora do projeto Boto, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, e do projeto Peixe-boi, no Inpa.

De acordo com a bióloga especialista em mamíferos aquáticos da Amazônia, o animal muda de cor conforme vai crescendo.

“O boto nasce cinza e depois de crescido fica vermelho. Alguns dizem que é rosa, mas é predominantemente vermelho. Portanto, só existe uma espécie de boto, o boto vermelho”.

O boto vermelho é facilmente confundido com o tucuxi, outra espécie de mamífero da família do golfinho.

“O boto vermelho é um golfinho com características fluviais, totalmente ‘projetado’ para viver em floresta alagada. Já o tucuxi é um golfinho com características marinhas que vive em água doce. Fisicamente são praticamente iguais”, explicou a cientista que foi uma das fundadoras da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa).

Em tom de bate-papo, a palestra “O boto-vermelho: mitos e realidade” tem entrada gratuita.

“Percebo que as pessoas pouco sabem da realidade dos botos, que estão em risco de extinção. Acredito que tendo acesso a essas informações a situação pode mudar. As pessoas tendem a cuidar mais daquilo que conhecem”, disse a pesquisadora, lembrando que as palestras do Ciência às 7 ½ são abertas a crianças, jovens e adultos.

O Ciência 7 ½ é um projeto do Museu da Amazônia (Musa), em parceria com o Teatro Direcional, para levar conhecimento científico de maneira simples e direta à população.