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Cerca de 880 animais são resgatados por moradores do AM

O Refúgio da Vida Silvestre Sauim Castanheiras recebe os “bichos” e conta com o trabalho voluntário de pessoas como o biólogo Gabriel Silva 27/11/2012 às 08:57
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O biólogo Gabriel Alves da Silva resgatou neste ano 30 animais e os encaminhou para o Refúgio Sauim Castanheiras
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Um total de 880 animais encontrados nas ruas de Manaus foram resgatados de janeiro a novembro deste ano e entregues no Refúgio da Vida Silvestre Sauim-Castanheiras, na Zona Leste. Apenas 60% dos animais têm condições de voltar ao ambiente natural. A maioria é vítima de atropelamento, choque elétrico, baladeira, arma de fogo e pauladas. Poucos chegam ao refúgio ilesos.

Os animais resgatados são de 100 espécies diferentes entre elas, serpentes, jacarés, preguiças, macacos e aves que dependem da ajuda voluntária das pessoas que se sensibilizam com a causa.

Uma delas é o biólogo Gabriel Alves da Silva, 26, que já perdeu as contas de quantos animais resgatou das ruas em sua vida e deu o destino certo a eles. Desde criança, ele gosta de animais e ajudou a salvar muitos. Porém, recentemente ele ficou conhecido na cidade depois evitar que uma preguiça fosse atropelada por carros na rua Carlos Drummond de Andrade, no Japiim, Zona Sul. O animal foi um dos 30 que ele ajudou somente este ano. A preguiça tentava atravessar para o outro lado da rua e por pouco não foi atropelada. Biólogo há três aos, Gabriel mora no conjunto Atílio Andreaza próximo à Ufam e revela que mesmo com a constante movimentação de animais, não há sinalização alertando sobre a presença dos bichos. “As pessoas passam a 80 km/h e acabam atropelando os animais. A velocidade tem que ser 40 km/h, mas não tem sinalização”, disse.

Ele conta que também falta consciência para as pessoas sobre os animais. “É claro que nem todo animal pode ser manuseado sem oferecer risco, mas muitas pessoas que encontram um jacaré, cobra, preguiça e até passarinho, por exemplo, acaba agredindo ou matando o bicho a pauladas”, disse.

Gabriel chama atenção para os animais que acabam sendo vítimas da ação humana motivada com o desenvolvimento imobiliário na cidade. “Muitos condomínios estão sendo construído na cidade e ninguém vê que animais estão sendo expulsos. Os condomínios que são vendidos como o comercial que as pessoas vão morar cercadas de verde colocam cercas elétricas que matam os animais principalmente macacos. É claro que ninguém divulga isso porque querem apenas vender mais e mais, só que isso acontece”, diz.