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Amazônia
Cheia Juruá

Cheia do rio Acre preocupa autoridades do município de Envira (AM)

Cheia do rio Acre é monitorada também por municípios amazonenses vizinhos a cidades acreanas que se encontram em situação de emergência por causa da enchente 27/02/2012 às 11:45
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Avião com carregamento de ajuda comunitária para municípios da calha do Juruá (AM)
Cassandra Castro Manaus

O município de Envira (a 1.206 km de Manaus)  registrou uma descida no nível do rio nesse fim de semana.   De acordo com o prefeito do município, Rômulo Barbosa Matos, Envira começou a sentir os reflexos da subida das águas  com a chegada do período de chuvas iniciado em janeiro.  “ Nós enfrentamos fortes chuvas desde o início de janeiro. Houve destruição de pontes, bueiros e mais de mil famílias foram atingidas”, conta o prefeito.  A maioria das famílias atingidas mora em áreas ribeirinhas banhadas pelos rios Envira e Tarauacá.  Famílias indígenas das comunidades Aruanã e Triunfo também foram prejudicadas pela cheia.

A cheia do rio Acre preocupa não só o prefeito de Envira mas também de outras cidades vizinhas aos municípios acreanos de Feijó e Tarauacá. “ As águas do rio Acre deságuam em alguns dos nossos rios do Amazonas, como o próprio rio Juruá , então, estamos monitorando também a evolução da enchente no Estado vizinho”, frisa Rômulo Matos.

O município vem recebendo apoio financeiro da Defesa Civil do Estado , além de cestas básicas e kits de limpeza e de higiene pessoal.   De acordo com o prefeito,  o município aguarda a chegada de 800 cestas básicas e 800 kits de limpeza e de higiene pessoal  que foram enviados por avião ao município vizinho de Eirunepé e de lá, seguem de barco até Envira.

Ajuda humanitária  a municípios da calha do Juruá chega à segunda fase

O  Subcomando de Ações da Defesa Civil (Subcomadec) e a Força Aérea Brasileira (FAB) enviaram no último fim de semana, a segunda remessa de ajuda humanitária  para o município de Eirunepé( a 1.159 km de Manaus) que é pólo de distribuição dos produtos para os municípios de Envira, Guajará e Ipixuna situados na calha do rio Juruá. Foram enviadas 30 toneladas de cestas básicas, kits de higiene pessoal , limpeza e medicamentos.

Além de Eirunepé, Guajará , Ipixuna e Envira, também encontram-se em estado de emergência os municípios  de Itamarati, Carauari e Juruá. Ao todo 6.048 famílias foram afetadas.

A calha do Juruá, conforme atestou o Centro de Monitoramento Ambiental do Subcomadec, em parceria com órgãos de meteorologia como o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), vem passando por anomalia climática conhecida como La Niña – que corresponde ao resfriamento das águas do Oceano Pacífico e ainda, sofrendo a influência da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul-ZCAs, o que ocasionou a alteração do comportamento climático e hidrológico e consequente antecipação do período de chuvas na região do Juruá.
 
Todas as calhas dos rios do Estado são monitoradas diariamente pelo Centro de Monitoramento Ambiental do Subcomadec. A região do Alto Solimões está em Situação de Atenção devido às chuvas intensas, em função da elevação do rio Javari (Atalaia do Norte e Benjamin Constant) e ainda devido ao rio Solimões está acima do nível normal para o período. As demais calhas apresentam elevação gradual, dentro da normalidade.