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Cheia dos rios já preocupa prefeituras do Alto Solimões e Baixo Amazonas, no AM

Três municípios do Alto Solimões já estão em situação de alerta – Atalaia do Norte, Benjamim Constant e São Paulo de Olivença – e Amaturá está em estado de atenção. No Baixo Amazonas todos os municípios, com exceção de Urucará, estão em estado de alerta 08/03/2012 às 11:58
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Cheia no Amazonas registrada em 2009
Monica Prestes ---

Depois de a cheia do rio Juruá, no interior do Amazonas, bater o recorde histórico no início de fevereiro, deixando sete municípios em situação de emergência, e da prefeitura de Boca do Acre decretar estado de calamidade pública por conta da cheia do Purus, são as regiões do Alto Solimões e Baixo Amazonas que preocupam a Associação Amazonense de Municípios (AAM), informou o presidente da entidade e prefeito de Manaquiri, Jair Souto.

“ Hoje a situação mais grave ainda é na calha do Purus, já que no Juruá o rio já começou a baixar. Mas municípios do Alto Solimões e Baixo Amazonas estão em alerta, porque o ápice da cheia, lá, ainda não chegou”, explicou.

De acordo com levantamento realizado pela AAM junto às prefeituras do interior do Amazonas, três municípios do Alto Solimões já estão em situação de alerta – Atalaia do Norte, Benjamim Constant e São Paulo de Olivença – e Amaturá está em estado de atenção.

A situação mais grave nessa região foi identificada no município de Atalaia do Norte, onde o nível do rio Solimões, na última quarta-feira, estava a cerca de 40 centímeros do maior já registrado naquela região. Lá, em torno de 1,2 mil famílias já foram diretamente atingidas pela cheia, de acordo com a Defesa Civil municipal.

Em Benjamim Constant a cheia do Solimões afeta o nível do rio Javari, o que vem causando transbordamento dos igarapés que cortam a área urbana e inundações. Comunidades da Zona Rural do município também já estão sendo afetadas e os moradores enfrentam dificuldades com a escassez de alimentos.

Já em São Paulo de Olivença, a prefeitura deve decretar estado de emergência nos próximos dias, por conta dos alagamentos.

De acordo com boletim hidrológico divulgado nesta quinta-feira pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o rio Solimões, em Tabatinga, manteve o nível estável na última semana, mantendo 97 centímetros abaixo da cota de emergência. Mas em Itapéua o nível atual do rio Solimões está 19 centímetros acima do registrado na mesma data de 2009, ano na maior cheia.

Baixo Amazonas

No Baixo Amazonas todos os municípios, com exceção de Urucará, estão em estado de alerta, mas os maiores problemas estão nos municípios de Parintins e Boa Vista do Ramos, segundo a AAM.

Em Parintins, o rio Amazonas estava a apenas 7 centímetros  da marca registrada nesse mesmo período de 2009, ano da maior cheia, segundo boletim hidrológico do CPRM e o deslizamento de terra na orla da cidade preocupa a prefeitura.

Já em Boa Vista do Ramos 113 famílias de duas comunidades da zona rural já estão isoladas: Aninga e São Tomé.

Estatísticas

Segundo a AAM, 35 municípios estão em situação de alerta por causa das cheias dos rios no Amazonas, sete decretaram situação de emergência e apenas um – Boca do Acre – decretou situação de calamidade pública.

O Subcomando de Ações de Defesa Civil (Subcomadec) contesta essas informações. Segundo a Defesa Civil, apenas oito municípios decretaram situação de emergência e em sete deles a cheia já está “sob controle”.