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Chuvas sustentam a cheia no Amazonas, diz o CPRM

Hidrólogo da CPRM explica que, apesar da subida lenta, o rio Negro ainda vai receber influência da cheia do rio Branco 28/05/2012 às 08:04
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Carro transita em maio a alagação de via na orla do rio Negro, em Manaus
Carolina Silva Manaus (AM)

Este ano, a cheia do rio Negro, em Manaus, se antecipou em 15 dias, mas a vazante não segue essa tendência. O chefe do departamento de Hidrologia da Superintendência Regional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Daniel de Oliveira, explica que o nível do rio Negro ainda deve continuar subindo porque ele está recebendo influências da cheia do rio Branco, em Roraima, onde as chuvas ainda permanecem intensas.

“Hoje, a gente (CPRM) não afirma que está terminando o período de subida das águas. Estaria se esse efeito fosse somente ocasionado pelo represamento do rio Solimões. Mas, segundo previsões do Instituo Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), ainda vai chover em Roraima, onde está o rio Branco que deságua no rio Negro”, frisou Daniel.

No último boletim de monitoramento do CPRM - divulgado na quinta-feira - a bacia do rio Negro,  no Município de Barcelos (a 399 quilômetros de Manaus), estava 43 centímetros abaixo da cheia máxima registrada em 1976, quando a cota atingiu 10,32 metros.

Em São Gabriel da Cachoeira, o nível estava 86 centímetros abaixo da máxima registrada em 2002, cuja cota foi de 12,17 metros. A cota máxima, neste ano, foi de 11,31, conforme o último registro, de 22 de maio.

Porém, em Manaus, o rio Negro estava 15 centímetros acima da cheia recorde de 2009 quando a cota registrada foi de 29,77 metros. De quarta até sexta-feira, o  ritmo de subida das águas do rio Negro estava se mantendo em 1 centímetro ao dia. “Embora hoje o rio Negro esteja subindo somente um um centímetro, o represamento do rio Solimões está diminuindo”, acrescentou.

Outras calhas

Na bacia do Solimões, em Tabatinga (a 1.106 quilômetros de Manaus), o nível do rio, em declínio, já estava 85 centímetros abaixo do valor máximo registrado em 1999, cuja cota foi de 13,82 metros. Neste ano, a cota máxima registrada em 25 de maio foi de 12,97 metros.

Na estação de monitoramento de Itapéua, próxima a Coari, o nível da água estava 8 centímetros abaixo da cheia histórica de 18 de junho de 2009, quando o rio Solimões atingiu a cota de 17,47 metros. No monitoramento do dia 23 de maio, o nível do Solimões estava em 17,56 metros.

Para o CPRM, os níveis das águas na bacia do Madeira estão normais. Em Humaitá o rio está 4,44 metros abaixo do recorde de 1993, quando chegou a 24,58 metros. Segundo dados da CPRM, o rio Madeira registrou a cota de 20,14 metros no dia 23 de maio.