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Ciclo de palestras do Musa encerra com tema sobre borboletário

Evento será ministrado pela pesquisadora Elisa Herkenhoff, que entre outras coisas falará sobre o projeto que vem sendo desenvolvido no Jardim Botânico Adolpho Ducke 21/11/2012 às 15:25
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Instalações do viveiro do borboletário já se encontram em fase de implantação
acritica.com Manaus

Nesta quinta-feira (22), o Museu da Amazônia (Musa), promove a última palestra do ano, do seu ciclo de palestras, cujo tema será "Borboletas voando: perspectivas para implantação de um borboletário", ministrada pela bióloga Elisa Herkenhoff. O evento será na sede administrativa do Musa, localizado na rua EG, 11A, no Conjunto Morada do Sol, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, a partir das 17h. A entrada é gratuita.

Durante o encontro a pesquisadora do Musa falará sobre o projeto que vem sendo desenvolvido no Jardim Botânico Adolpho Ducke de Manaus (JBADM), localizado no bairro Cidade de Deus, Zona Norte da capital, para a criação de borboletas.

“A implantação do projeto conta com casa de apoio (laboratório), viveiro de apoio no Jardim Botânico e viveiro de produção de mudas no Centro de Treinamento em Agroecologia (no assentamento Água Branca, no Puraquequara) e será base de pesquisas dos profissionais do Musa que atuam nesta área. O viveiro terá como função a produção de mudas de algumas espécies em pequena escala e a realização de testes de cultivo, além de servir como uma área de manobra de plantas vindas do Puraquequara e plantas a serem recuperadas”, explica Herkenhoff.

O trabalho envolveu a definição de um plantel inicial de 25 espécies de borboletas, pesquisa bibliográfica para o levantamento das plantas hospedeiras potenciais e cruzamento com as espécies de plantas catalogadas na Reserva Ducke, para ter uma idéia das plantas disponíveis na área.

Estrutura física
O criadouro experimental de Borboletas do Musa ocupa uma área de 54 m2, tendo as dimensões superficiais de 9 x 6m e uma altura máxima de 4,5 m, perfazendo um volume total de aproximadamente 220 m3. Sua construção levou em torno de 45 dias, e foi realizada pela equipe operacional do museu.

Um sistema de porta dupla foi construído para o controle da entrada, de forma a evitar a fuga de borboletas.

O paisagismo será realizado tanto dentro como fora do criadouro, em um jardim de atração para borboletas. O jardim de atração tem como objetivo a atração de borboletas para a coleta de ovos, lagartas, pupas e adultos, estudos sobre biologia, associações com plantas hospedeiras e nectaríferas, e obtenção de sementes para o cultivo dessas plantas.

“Foi elaborada uma lista das espécies de plantas que ocorrem na Reserva Florestal Adolpho Ducke com potencial para uso no criadouro. No total, são 27 famílias botânicas, incluindo 70 gêneros e 317 espécies, mas para efeito de melhor compreensão, foi elaborada uma lista dividida em plantas hospedeiras, plantas nectaríferas e plantas ornamentais”, informa a bióloga.