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Com dois terços da população afetada pela cheia, Boca do Acre decreta estado de emergência

O município que fica próximo a Rio Branco é o oitavo do Amazonas a decretar emergência. Os outros sete ficam localizados na calha do rio Juruá 24/02/2012 às 11:39
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A cheia do rio Acre já afeta o município amazonense de Boca do Acre
Monica Prestes ---

Com dois terços da população afetada pela cheia do rio Acre – cerca de 23 mil pessoas -, o município amazonense de Boca do Acre é o oitavo município do Amazonas a decretar estado de emergência por conta da cheia dos rios, este ano.

O município é o primeiro do Estado a sofrer os efeitos da cheia do rio Acre, que já é a segunda maior já registrada naquela região, onde mais de 60 mil famílias estão sendo afetadas, de acordo dados da Defesa Civil do Acre.

Segundo o subsecretário do Subcomando de Ações de Defesa Civil (Subcomadec), Hermógenes Rebelo, Boca do Acre decretou situação de emergência no último dia 20 de fevereiro e, atualmente, 1,4 mil famílias estão desabrigadas. No total, 4,7 mil famílias foram afetadas só em Boca do Acre.

“Sem dúvidas, Boca do Acre é o município amazonense que mais está sofrendo com as chuvas e a cheia deste ano. Lá, a cheia está afetando diretamente a área urbana. Bairros inteiros ficaram debaixo d’água e famílias estão abrigadas em escolas”, contou.

De acordo com Rebelo, o rio Acre, em Boca do Acre, está a pouco mais de dois metros do recorde histórico. O rio atingiu a marca de 17,5 metros e está bem perto do recorde de 17,66, registrado em 1997.  Só no Acre, seis mil pessoas estão desabrigadas.

Por conta da situação drástica, o Subcomadec enviou equipes técnicas e suprimentos – alimentos, medicamentos e roupas de cama – para Boca do Acre. Mais de 20 barracas de emergência, kits medicamentos e cestas básicas já foram enviados, além de colchões e 100 filtros microbiológicos, que ainda serão enviados.

Juruá

Já nos sete municípios amazonenses da calha do rio Juruá, que já haviam decretado situação de emergência, a situação está “sob controle”, disse Rebelo. Segundo ele, o apoio aos municípios já foi enviado e o nível do rio está estável.

Mas, de acordo com a Defesa Civil de Guajará, uma das cidades afetadas pela cheia do rio Juruá, muitas famílias ribeirinhas já foram atingidos pela enchente e o ano letivo ainda não começou por conta disso.

“Estamos monitorando os municípios do Alto Solimões, que estão em estado de atenção, como Tabatinga, Benjamim Constant, Atalaia do Norte, São Paulo de Olivença, Amaturá e Santo Antônio do Içá, mas até agora está tudo dentro da normalidade.”