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Comissão da Câmara espera que Venezuela esclareça denúncia de mortes de yanomamis

Após uma série de investigações sobre a denúncia de massacre, a ministra do Poder Popular para os Povos Indígenas, Nicia Maldonado, responsável pela apuração do caso na Venezuela, disse que não há indícios de “qualquer morte ou de queima de casas, nem de massacre de yanomamis no Alto Orinoco” 05/09/2012 às 10:48
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De acordo com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiam), o massacre dos indígenas ocorreu em julho, na fronteira do Brasil com a Venezuela
Renata Giraldi/ Agência Brasil Brasília

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara aprovou nesta quarta-feira (5) requerimento com pedido de informações que será encaminhado à Embaixada da Venezuela no Brasil. A pedido do deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), a comissão quer esclarecimentos sobre a denúncia de massacre envolvendo garimpeiros brasileiros e 80 índios yanomamis, na fronteira do Brasil com a Venezuela.

“É preciso ter mais explicações e esclarecimentos sobre esse episódio”, disse o parlamentar. No começo desta semana, o governo venezuelano negou que tenha ocorrido um massacre, em julho, no qual três indígenas foram mortos.

Após uma série de investigações sobre a denúncia de massacre, a ministra do Poder Popular para os Povos Indígenas, Nicia Maldonado, responsável pela apuração do caso na Venezuela, disse que não há indícios de “qualquer morte ou de queima de casas, nem de massacre de yanomamis no Alto Orinoco”.

O crime, segundo denúncias de organizações não governamentais (ONGs), ocorreu na fronteira do Brasil com a Venezuela. Na semana passada, o embaixador brasileiro no país, José Antonio Marcondes de Carvalho, encaminhou um pedido formal às autoridades para verificar o teor e a veracidade das notícias sobre o assassinato de índios yanomamis por garimpeiros brasileiros.

De acordo com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiam), o massacre dos indígenas ocorreu em julho, na fronteira do Brasil com a Venezuela. O Coiam divulgou um documento baseado no relato de três indígenas que dizem ter sobrevivido ao massacre.

No relato, os indígenas contam que garimpeiros cercaram a casa coletiva, dispararam contra eles e atearam fogo na casa. Segundo a coordenação, o número de mortos é incerto. O Ministério das Relações Exteriores disse que a embaixada e o consulado brasileiros em Caracas trabalham para apurar os fatos.