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Conhecimento é fundamental para agregar valor aos produtos da floresta

Para o presidente do Instituto Eco Amazônia, Bruno Boni, conhecer e respeitar a biodiversidade e as comunidades tradicionais faz parte do processo de valorização dos produtos florestais 23/03/2012 às 16:55
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Presidente do Instituto Eco Amazônia, Bruno Boni participa, com o pai, Boni, do Fórum Mundial de Sustentabilidade
Monica Prestes Manaus

Conhecer a biodiversidade amazônica e suas ameaças e também a realidade dos povos tradicionais - ribeirinhos e indígenas - envolvidos no processo de criação dos produtos extrativistas ou naturais são dois pontos fundamentais para a valorização dos produtos da floresta.

É o que afirmou o presidente do Instituto Eco Amazônia, Bruno Boni, durante palestra que proferiu no Workshop 'Estratégias para Valorizar os Produtos da Floresta', realizado na manhã desta sexta-feira, como parte do 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade, que acontece em Manaus desde quinta-feira e se estende até sábado.

"Qualquer negócio que envolva os produtos da floresta deve considerar a biodiversidade local e as comunidades afetadas ou envolvidas. Precisamos considerar não apenas os números, mas o modo de viver, de pensar e a realidade dessas populações", disse.

Segundo Boni, o maior obstáculo para a valorização dos produtos da floresta é o fato de o "Brasil não conhecer o Brazil", ou seja, de grandes empresários, estudiosos e jornalistas das regiões Sul e Sudeste não conhecerem 'in loco' a Amazônia, por exemplo, e, consequentemente, a realidade dos povos da floresta.

"Para agregar valor aos produtos da floresta precisamos conscientizar não apenas as comunidades, mas também as empresas e os clientes sobre os valores abstratos da sustentabilidade, passando informações sobre a extração, elaboração e benefícios que esses produtos oferecem a quem produz e a quem compra, lembrando que a exclusividade é um dos diferenciais e a sustentabilidade é outro."  

No mesmo Workshop, a consultora da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Núbia Lentes, falou sobre as cadeias produtivas da borracha, óleos vegetais, castanha, guaraná, turismo, artesanato e pesca no Amazonas e sobre os avanços que cada uma delas registrou nos últimos anos, seguindo práticas sustentáveis.

"A sustentabilidade é uma das premissas que movem a FAS e que valorizam os produtos ambientais ao mesmo tempo em que melhoram a vida das populações locais", declarou.